quinta-feira, 25 de junho de 2020

Primeira Guerra Mundial – Paródia


Em 28 de julho começava uma guerra que fez o mundo inteiro parar, começou a desandar.

Era 1914 quando teve o início do que mais tarde se tornaria um conflito mundial, conflito mundial.

Tríplice entende de um lado,
Tríplice aliança do outro.
Alemanha, Áustria e Itália contra
Rússia, França e o seu povo.

Um duelo sobre causas, nas
Quais disputas imperialistas,
Nacionalismos, alianças militares
E corridas armamentistas.

Oh! 4 anos de guerra e conflitos,
Sofridos. Oh! 10 milhões que foram atingidos, feridos.

É conflito que aos poucos se desfez, o mundo se calou de uma vez.
Oh! 4 anos de guerras e conflitos, sofridos.

(Equipe: Samuel, Wesley, Willian, Allyson e Jairton – 3º ano do Ensino Médio).


Para ouvir a paródia basta clicar em: Primeira Guerra Mundial - Paródia . 

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Jornal O Corujinha 24ª edição - Maio 2020




Orgulhosamente apresentamos a 24 ª edição do Jornal O Corujinha. 
Para acessá-lo basta clicar em Jornal O Corujinha - 24ª edição - Maio 2020  e boa leitura. 
Nos encontramos na próxima edição. Até lá!

domingo, 31 de maio de 2020

A Importância do Ato de Ler - Indicação de Livro




Um livro atual, que nos ajuda a refletir sobre o processo de construção de conhecimento a partir do mundo que nos cerca, nas palavras do autor "PALAVRAMUNDO", onde conseguimos alargar a visão de mundo. Neste livro entendemos que é de fundamental importância o ato e a prática da leitura em nosso cotidiano. Para ler na integra basta clicar em: A Importância do Ato de Ler - Paulo Freire

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Jornal O Corujinha - 23ª edição - Abril 2020



Orgulhosamente apresentamos a 23 ª edição do Jornal O Corujinha. 
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Nos encontramos na próxima edição. Até lá!

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Educação EaD em tempos de Pandemia

       
Prof. de Sociologia Ricardo de Moura Borges. 


     A educação EaD não é nova na sociedade. Desde os antigos pergaminhos das sociedades antigas que eram transportados para diversas regiões, onde o conhecimento escrito passava de geração a geração e comunidade a comunidade era considerado uma educação a distância. Basta, por exemplo, nos reportarmos aos escritos das Sagradas Escrituras, como o próprio Paulo de Tarso escrevia suas cartas a diversas regiões gregas. 
    O que estamos vivenciando desde os meados do século XX e início do século XXI é uma potencialização das ferramentas de comunicação e informação. Os sociólogos classificam que estamos vivendo a sociedade da Informação, onde as mudanças ocorrem de forma rápida e constante.       Isso causa impacto nas relações sociais. Muitos são os imigrantes digitais, que imigram para a sociedade do conhecimento digital, enquanto os mais jovens estão imersos desde seu nascimento nesses meios, conhecidos como nativos digitais.
      O que está acontecendo em 2020, já foi alertado por alguns pensadores, como o sociólogo Ulrich Beck ( 1944 - 2015), ao acentuar que vivemos em uma sociedade de risco. Claro que a análise do sociólogo estava justamente a busca constante e desenfreada do capitalismo, onde poderia acarretar em desastres ecológicos. Foi o que aconteceu a nível de exemplo, a tragédia em Mariana (MG), no ano de 2015, assim como Brumadinho no ano de 2019.
     O avanço das tecnologias da Informação e da comunicação, além de mudar a nossa forma de relacionamento com o outro, causou impactos construtivos na sociedade. Novas relações de trabalho, novos empregos, e a educação passou a reportar uma reflexão e uso sobre o assunto.
      Concluí o curso de História, e debrucei-me justamente sobre o uso dessas ferramentas digitais no processo de formação do professor de história, fazendo um recorte entre os anos de 2008 a 2015. História do tempo presente, e que  hoje se consolida na reflexão historiográfica, por se distanciar do tempo presente e se consolidar no passado. Mas o que seria o passado? O tempo? São indagações para outras reflexões.
    O que vivemos hoje é o debate constante frente a pandemia: seria a educação EaD, uma ferramente necessária que serviria de uso para a educação? Sabemos que os alunos estão em casa com os pais. Temos duas realidades distintas. Por um lado alunos de escola particular, onde em casa estão com os meios digitais acessíveis, muitos imbuídos de uma boa estrutura tecnológica, e com professores destes ambiente se adequando as cobranças do tempo, produzindo lives, blogs, canais do youtube, facebeook, dentre outras ferramentas. De outro lado, sabemos da realidade da escola pública onde, o ano de 2020, iniciou-se com uma greve deflagrada, onde os professores efetivos lutam por seus direitos por salários mais adequados. Quanto aos professores celtistas ( como é o meu caso), ficam sem receber melhores condições ( como salários) e estão sujeitos as determinações da hierarquia. Mas salientamos, que sabemos que muitos alunos estão desprovidos de meios tecnológicos adequados, como internet de boa qualidade, notebooks, celulares , espaço físico em casa, dentre outros meios.
    Participando das duas realidades, penso que as análises devem ser feitas a partir da realidade que cada professor está vivenciando. Pois, surgem diversos comentários a favor ou contra a educação EaD. Fato é que esta realidade não pode mais ser coberta pelo processo educacional. 
Surgida fora do ambiente escolar, as novas tecnologias de informação e comunicação ganharam um espaço, onde não podemos mais voltar atrás. Seus benefícios são evidentes, ainda mais em um momento em que estamos vivenciando um isolamento social.
     As criticas pertinentes ao processo de aprendizagem são evidenciadas desde o ensino presencial, onde percebemos que o mesmo acontece quanto as duas partes estão interessadas em construir o conhecimento. Por isso fala-se muito em professor mediador nos tempos contemporâneos, pois este possibilita meios para que a aprendizagem possa acontecer. Entendendo as duas realidades, pensamos que a aproximação dos conteúdos dispostos nos ambientes escolares, nos servem para fazermos profundas reflexões sobre a brevidade da vida, sobre o momento crítico em que estamos vivendo, sobre os impactos das tecnologias digitais no nosso cotidiano, sobre as mazelas sociais e a possibilidade que tempos de refletir sobre as mesmas. Imagine se esta pandemia fosse nas décadas de 1980, 1990, ou mesmo 2000, onde poucos tinham acesso a internet, ou mesmo quase ninguem tinha acesso a redes sociais como orkut, MSN, dentre outros, e em outros tempos nem existiam. 
    Hoje acordamos inseridos nos meios que proporcionam essa expansão do conhecimento com as lives no Instagran, o youtube, google em suas diversas plataformas, dentre outros recursos. assim, estas ferramentas servem como utensílios para que possamos construir uma base segura e reflexiva. Não são fins em si mesmo, mas são meios. Muitos auto-didatas aprendem sozinhos com os livros, e as vezes até em situações precárias, basta nos remetermos a história de vida de Machado de Assis, considerado um dos maiores literatas brasileiros. Mas também não podemos cair em uma falácia, tendo em vista que a educação sim é para todos. Mas qual educação? Vivemos violência simbólica nas instituições constantemente, e até daqueles que muitas vezes se passam por educadores, pedagogos, coordenadores etc. Mascaram-se em um discurso pseudo-marxista (pseudo-criticos), e infelizmente acabam reproduzindo as desigualdades sociais. 
       O papel da filosofia quanto da sociologia, fazem-se de fundamental importância por meio deste momento em que vivenciamos, pois assim descortinamos a realidade educacional que também está vinculada a vida politica local. A politica está inserida em todas as instancias sociais, e assim é papel da filosofia e da sociologia desmistificar aquilo que lutaram para naturalizar algo que não é natural. 

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Jornal O Corujinha - 22ª edição Março 2020




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segunda-feira, 16 de março de 2020

Fanzines Interativos

Os Fanzines eram produções realizadas na Escola Estadual Pedro Evangelista Caminha desde o ano de 2015, como proposta de socializar o conhecimento produzido pelos alunos. Clique no link FANZINE PRODUZIDO POR ALUNOS DA ESCOLA PEC e confira um exemplo destas revistinhas interativas. 

domingo, 8 de março de 2020

21ª edição - Jornal O Corujinha Janeiro / Fevereiro 2020




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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Afinal, O que a greve de professores realmente significa para um professor substituto? – breves reflexões

           (Prof. de Sociologia Ricardo de Moura Borges)


            Causa-me espanto e admiração em um fato que tende a se repetir durante o início de todos os anos letivos desde a minha tenra juventude, a tão famosa e falada GREVE DOS PROFESSORES. Por greve entendemos: Paralisação; interrupção que, feita de modo voluntário e determinada pelo (os) trabalhador (es), reivindica (m) direitos ou protesta (m) contra ameaças ou situações desvantajosas no trabalho (Dicionário on-line, 2020) . Sabemos das lutas de interesses promovidas pelas ideologias vigentes, que nada mais procuram do que permanecer no poder. .
            Parece que aqueles que outrora faziam a revolução nas greves entre as décadas de 1980, 1990, 2000 etc., são justamente os que estão na zona de mando, ou seja, fazem parte do poder político vigente. Ai nos cabe as seguintes indagações: Por que, aparentemente nada mudou? Se mudaram as estruturas políticas e ideológicas porque as GREVES DE PROFESSORES, birraram em continuar no processo histórico? Quem são esses professores que de fato e de direito podem GREVAR? Quais os reais interesses daqueles que promovem a greve? E por fim, quem são os professores substitutos do nosso Estado?
            Iniciaremos pela última pergunta, tentando nos debruçar sobre as demais questões promovendo um texto reflexivo, salientando que não temos o interesse de deixar verdades absolutas concretas, prontas e fechadas, nos esgotando sobre o assunto, mas entendemos que de fato em uma sociedade pós moderna, plural, cabe-nos a reflexão sobre o cotidiano.
            Enfim, os professores substitutos são professores que são submetidos temporariamente (período regular de um a dois anos), por uma prova elaborada pelo Estado, onde são dadas questões referentes à:  conhecimentos específicos de sua determinada área de formação, conhecimentos sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96) e recentemente no último concurso (2018) houve a redação. Por fim, existe a análise de currículo para que haja a aprovação definitiva do candidato. Trabalham da mesma forma que o professor efetivo (este submeteu-se a uma prova do ESTADO, uma única vez e está concursado definitivamente até sua morte, amparado por todas as formas legais, podendo se filiar a um sindicato).
            Os professores substitutos ganham de forma desproporcional ao professor efetivo, sendo que no fim do contrato em dezembro, não recebem enquanto não houver renovação do mesmo. Daí, já percebemos duas distinções: primeiro a questão salarial e segundo não se vinculam a nenhum sindicato, pois estão amparados meramente por um contrato que pode ser renovado por um ano, caso a escola tenha a necessidade de contratação. Daqui, percebemos que seria injusto falarmos de PROFESSORES, como uma classe única aguerridos pelos mesmos interesses.
            Salientamos que a GREVE como instrumento de defesa de um grupo acaba em pleno século XXI como uma forma desgastada. Não podemos entende-la nos mesmos moldes das grandes Greves estudadas nos livros de história, onde havia um interesse coletivo, justamente por brigas entre duas classes distintas, como nos lembra Marx, os burgueses versus os proletariados. Cabe-nos uma reflexão mais weberiana, ao perceber que com o processo de globalização acelerado nas últimas décadas, o processo de burocratização e de “desencantamento do mundo”, existe uma luta de pequenos burgueses, contra os grandes burgueses, e estes pequenos estão fragmentados. Assim Weber distingui diversas classes existentes, dentre elas:

São classes sociais: 1 – o proletariado em seu conjunto, tanto mais quanto mais automático for o processo de trabalho; 2 – a pequena burguesias; 3 – a intellingentsia sem propriedade e os peritos profissionais (técnicos “empregados” comerciais ou de uma outra espécie, burocratas; eventualmente, em proporção aos custos de sua educação. Além das classes dos proprietários e dos privilegiados por educação. (CASTRO, 2001, p. 124).

            Já que a classe é detentora de algum meio de produção e são privilegiados por uma educação formal, passamos a chamá-los de pequenos burgueses, tendo em vista que não são os operários desprovidos de qualquer meio, portanto não são apenas meros proletariados. 
            Esta fragmentação, é visível quando percebemos que dentro da classe dos professores, notamos: efetivos, substitutos, universitários, com carteira assinada de escolas privadas, dentre outros. E sem nos referirmos as questões de formação que cada um carrega em si. Por exemplo, não podemos pegar dois professores pedagogos e pensarmos que os mesmos tem as mesmas convicções, tendo em vista que cada um carrega sua bagagem cultural e sua linha de pesquisa com leituras distintas sobre o mundo.  Assim, ao nos referirmos sobre professores, cabe as seguintes interrogações: quais professores? Que professores? O filósofo perguntaria: O que é ser professor? (Deixemos essa questão para um futuro texto em filosofia da educação). Não se verá de forma expressiva professores universitários aguerridos em uma paralisação sindical, quando a greve é dos professores do efetivos do estado. Nem de professores de rede privada lutando por interesses de professores universitários. Muito menos de professores efetivos da rede pública lutarem por melhore condições salariais em prol dos professores de outra rede. E nem o caso contrário pode ser imaginado.
            Contudo com a fragmentação do sujeito e da sociedade, em tempos líquidos, como nos lembra o sociólogo Bauman, mas antes o mesmo parte do conceito de modernidade, ao dizer que:

Um período histórico que começou na Europa Ocidental no século XVII com uma série de transformações sócio estruturais e intelectuais profundas e atingiu sua maturidade primeiramente como projeto cultural, com o avanço do Iluminismo e depois como forma de vida socialmente consumada, com o desenvolvimento da sociedade industrial (capitalista e, mais tarde, também a comunista). (BAUMAN, 1999b, p. 299-300).

            O sociólogo proclama a modernidade liquida, com o derretimento do sólido produzido pela modernidade iniciada com a ruptura da tradição preservada pela Idade Média, desembocando no florescimento e consolidação do capitalismo e outras formas como o comunismo. Portanto, existe uma mudança constante de percepção de mundo, movida por interesses daqueles que não estão no poder contra aqueles que estão no poder.
Notamos que o movimento grevista perde sua força porque o coletivo dentro do próprio grupo se enfraquece por si só. Basta observar os últimos anos onde se falou em greve, poucas manifestações, leves e brandas deliberações. Essas deliberações são iniciadas para ver se a escola vai ou não grevar, mas pouco se coloca de forma eficiente e eficaz a prática no dia a dia da greve. Após decisão da GREVE, a tendência é cada um voltar-se para suas casas deleitando-se com a Netflix e retornarem no termino da mesma. Portanto, seria a Greve uma extensão das férias de fim de ano ou um acordo com a Netflix?.
            Em nosso século as mobilizações congelaram-se nas redes sociais, os marxistas, anarquistas, capitalistas e demais istas, estão presos em ideologias muitas das vezes galgadas pela superficialidade, ou comodismo, ou pelo desejo de não lutarem efetivamente nos espaços públicos,  na rua, com faixas, cartazes, paneladas, pratadas, queima de pneus (se bem que este agride o meio ambiente), ficando presos apenas a discussões em redes sociais, pela qual muitas das vezes são sufocadas por outras informações. Fica-se com um olho na Netflix e outro nas redes sociais.  Nada contra o que é antigo ou tradicional, e vemos justamente que os meios de comunicação são altamente necessários para que haja uma mobilização nas redes sociais. Mas será que apenas estas surtem efeito prático e efetivo? E o antigo e tradicional está justamente em arregaçar as mangas e sair em prol daquilo que se está em defesa, conscientizando alunos e comunidade. 
            Karl Marx, nos lembra que o primeiro processo para que haja mudança é a conscientização do processo de exploração. Mas é necessário complementar que essa visão dualista de luta do bem contra o mal não cabe nos dias atuais. Tendo em vista por experiência pratica, que aqueles que reivindicam nem sempre estão dispostos a conscientizar os demais, onde fica mais cômodo atender aos próprios interesses de mando por meio da omissão, como acumulo de cargos, pseudo discursos que dizem atender ao coletivo, manipulação política para beneficiar determinado interesse e até procura de cargos (por meio de portarias) inexistentes, dentre outros aspectos. É melhor agir como o burguês, pelo medo através do grito, do que pelo diálogo e verdadeira deliberação, procurando uma democracia ativa. Assim, vemos as falácias em relação a metodologias ativas, mas a pratica se esvazia fazendo dos discursos inconsistentes e sem coerência. A práxis não é vivida.
 Evidente que pouco se escuta o diferente. Já cristalizados por muito tempo de atividades e concepções, pouco se abrem para outras perspectivas, principalmente porque estão presos e não querem se propor a sair da visão binária de mundo. Dessa forma, não percebem que o tempo o transformou naquilo que um dia quando jovem mais repudiaram. O jornalista Aparício Torelly, auto intitulado Barão de Itararé estava corretou ao proclamar que: “Adolescência é a idade em que o garoto se recusa acreditar que um dia ficará tão cretino quanto o pai” (FIGUEIREDO, 2012, p.24). Outro exemplo, fica evidente no livro a revolução dos bichos de George Orwel, que se faz tão presente, causando-me assombro! Um trecho do livro nos diz:

Não havia dúvida agora quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco. (Orwel, 1945).

            A grosso modo é uma história (estória) onde os animais de uma fazenda (revolucionários) percebem o sistema de exploração dado pelo fazendeiro ( capitalista e controlador). Os mesmos expulsaram o fazendeiro e inicialmente inflamados por discursos socialistas e comunistas chegaram ao poder, mas no decorrer da convivência, os porcos que tomaram conta da casa do fazendeiro, manipularam a seu bel prazer o discurso para serem privilegiados
Li este livro no curso de História na universidade. Me causou admiração e gargalhadas no primeiro contato com a obra. Quatro anos após, me causa espanto e indignação ao perceber a crítica ferrenha que o autor faz as ideias revolucionárias daqueles que pregam uma coisa (com pseudodiscursos) e ao chegarem no poder, fazem de tudo para que o sistema seja o mesmo, tal qual, desde que lhe beneficie. O comunista, marxista, ao chegar no poder transforma-se ao seu bel prazer num pequeno burguês. dessa maneira, aquele que chega no poder fará de tudo para permanecer no mesmo. 
Para que haja eficácia dever-se-ia utilizar-se dos meios da sociedade contemporânea como redes sociais, atrelado as práticas de mobilização social, na rua, na escola, na comunidade, no bairro, com a presença real das pessoas que agregam-se ao movimento. Mas não estamos falando mais de simples proletariados, mas de uma pequena burguesia que se firmou e ascendeu socialmente, portanto, para a mesma que se apropriou dos meios culturais, cria meios e métodos para firmar-se no poder em que estão inseridos. Nos discursos entendemos que existe um jogo de interesses muito maior que é camuflado por “jogos de manipulações”. Ah! Como eu não gostaria de ter feito sociologia... (mas é tão evidente, que não precisa ser sociólogo para perceber).
            Fico pensando que este texto está sendo construído por um professor substituto do Estado, e vem a indagação: qual seria a posição se este que vos escreve fosse um professor efetivo? Com certeza lutaria pelos interesses em questão. Mas pela formação reflexiva construiria pontes de pensamento crítico-reflexivo da mesma maneira.
            Lembremo-nos que os substitutos não tem vínculo definitivo com o Estado, sendo que mesmo o contrato sendo renovado após um ano, sua matricula é modificada. Uma estratégia para que o mesmo não crie acoplo. Seria uma tática articulada para minimizar as pressões sociais? Retirar os meios de mobilização, destituir de direitos de vínculos, e coloca-los para trabalhar presos a condições salariais que mal podem ser aplicadas em uma formação continuada? Ficam as questões em aberto.
 Mas salientamos, que discursos (falácias) como que “para ser um bom professor é necessário que haja um bom salário” e “é necessário condições para que a aula aconteça” é notória e evidente. Somos totalmente a favor, desde que não fiquem apenas em discursos. Embora, percebamos que sendo substitutos em sua grande maioria são elogiados pelas suas magnificas aulas e diga-se de passagem, muitos tiram de seu próprio bolso para investirem em projetos que são desenvolvidos nas escolas em que trabalham. Daí cai por terra o argumento de que "o salário bom é que faz uma boa aula". Ao mesmo tempo, percebemos a necessidade de valorização do professor, que em muitos casos desdobra-se em três, quatro, cinco escolas ou mais para poder complementar a renda para custear sua sobrevivência. O que não é fácil!
Parece-nos que nada mudou, mas historicamente mudou-se muita coisa, embora a GREVE permaneça e seja uma estratégia necessária, desde que proponha-se efetivamente conscientizar alunos, professores, comunidade escolar, comunidade onde a escola esteja inserida, dentre outros meios.  Articular greve, não é apenas ficar em casa de braços cruzados, assistindo a Netflix, ou viajar de “férias” (como se fosse uma extensão das férias de fim de ano) ou esmiunçar-se em pseudo críticas apenas em redes sociais ao seu bel prazer. Se a luta é pelo coletivo, por que não se olha para aqueles que também precisam ser valorizados em sua profissão ?. Seria um coletivo individualista? ( o meu coletivo que não cabe a luta por aqueles que se dedicam também ao trabalho docente, como os professores substitutos?).
Esse texto é uma apologia ao desenvolvimento, aprimoramento e compromisso de muitos professores (as) substitutos que lhe são renegados as condições mínimas para que possam desenvolver seu humilde trabalho com mais desenvoltura. Parece que caímos constantemente em um ostracismo, sempre confundindo-se a nossa figura com a do professor efetivo! É necessário sairmos deste senso comum e assim construirmos o nosso espaço. Parafraseando Karl Marx, digo: “Professores substitutos do mundo, uni-vos! Mas ao mesmo tempo tendo cuidado, em vista que quanto mais se fragmenta uma classe, mas fica frágil e pode ser engolida pelo sistema. Eis o desafio! Mas ficar presos a estruturas sem nada poder fazer é muito pior.
Durante o período letivo na escola somos todos iguais, ambos preenchem sistemas burocráticos, preparam aulas, planos anuais, mensais e diários. Organizam-se em projetos coletivos da escola. Mas quando se fala de luta por direitos de IGUALDADE percebemos que os substitutos não caem nem nas pautas porque é estrategicamente montado o sistema de exploração a classe de professores, onde os efetivos lutam arduamente para que os poucos direitos conseguidos não sejam desvalorizados.
Os substitutos entram na lógica cruel do capitalismo selvagem, como se fossem dados como meras engrenagens de uma grande máquina, onde quando desgastados, enferrujados, são substituídos por outros mais jovens que se formam pela universidade. Outro aspecto é sobre sua formação, em que formados e gabaritados em uma área de conhecimento, são convidados a assumirem outras, porque os efetivos tem a prioridade, não importando se este é da área de conhecimento ou não.  O governo economiza com os substitutos e pouco promove concursos efetivos.
Vale ressaltar que dentro da própria classe de professores efetivos raramente se encontra um incentivo para que seus filhos sejam professores, tendo em vista que os mesmos (filhos) em sua grande maioria são matriculados em escolas particulares de ensino e desde cedo orientados para seguirem outras profissões dadas pela sociedade como saberes “superiores”, que rendem altos salários. Naturalizou-se a concepção de que filho de professor será médico, bancário, arquiteto advogado, mas não professor, e quando o for atenderá a outro público, quer seja universitário ou outros patamares sociais. Hoje com a educação 4.0, sabemos que a ascensão social também parte do aprimoramento constante do uso e aperfeiçoamento das novas tecnologias de informação e comunicação.
Não raro, vemos youtubers, ou criadores de aplicativos que ascenderam no capital financeiro de forma estrambólica. Fala-se muito das novas profissões que surgirão futuramente e consequentemente das profissões que ficarão obsoletas. Fato é que sempre necessitará de alguém para ensinar, portanto o professor mantem-se com o seu papel garantido, desde que adapte-se ao processo educativo vigente. O professor do século XXI é o mediador do conhecimento e não mais o mero detentor e reprodutor de conceitos.
Se a GREVE DOS PROFESSORES é pela luta constante para que haja uma valorização efetiva dos professores, em questão salarial e social.  É necessário que a luta continue como um processo, sendo sua manifestação como forma de uma conscientização permanente entre comunidade, pais, professores, educandos e sociedade procurando estabelecer uma revalorização pratica e eficiente. Os conteúdos de sociologia, história, geografia e filosofia, durante o ano letivo, são experts em expor a necessidade de conscientização de luta frente as desigualdades sociais. Mas engessa-se o conhecimento, como se o que aquilo que aprendemos na escola durante as aulas não tivesse uma relação prática. (Eis outro tema rico de discussão).
 Espero que esta greve de 2020, proporcione reflexões práticas, para pensarmos em estratégias que minimizem os conflitos sociais, dos jogos de interesse na sociedade. A greve bem articulada, programada, feita com os meios necessários e as ferramentas a partir de propostas que promovam o bem comum da comunidade que greva, favorece meios para que esta fixe seus objetivos propostos, chegando as metas e possa promover uma reflexão as demais classes que não são privilegiadas com estes mecanismos de combate.
A nós professores substitutos cabe a leitura, reflexão, debate, senso de criticidade real sobre os interesses colocados desde os ambientes de emprego, como na política vigente, ou seja, entender que jogos de interesses existem tanto nos espaços micros como macros de uma sociedade plural, contraditória e pós moderna que direciona o indivíduo para a angustia, egoísmo e individualismo constante.  

     
                  
Bibliografia:


BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e ambivalência. Tradução Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999b.

CASTRO, Ana Maria (Org.). Introdução ao Pensamento sociológico. São Paulo, 2001.

FIGUEIREDO, Cláudio. Entre sem Bater: a vida de Apparício Torelly, o Barão de Itararé. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2012.

Greve. https://www.dicio.com.br/greve/. Acessado em 14 de fevereiro de 2020.

Orwell, 1945] ORWELL, G., A Revolução dos Bichos, São Paulo: Círculo do Livro, 1945.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

O NEGATIVISTA: Afinal, quem é? – Algumas reflexões sociológicas.


(Prof. de sociologia Ricardo de Moura Borges)

“A pseudo crítica por princípio, a desordem por base e a cizânia por fim”
(O Negativista)


            O negativista é caracterizado por aquele que estabelece pseudo-críticas aos positivistas, capitalistas, comunistas, socialistas e toda a ordem vigente e não vigente.  Camuflam-se de um discurso comunista, socialista, budista, xintoísta, capitalista (quando necessário) xamanista dentre outros (constroem um sincretismo de ideias – com rasas leituras), mas a prática do dia a dia são totalmente capitalistas e positivistas.  Estão sempre amparados por pseudo discursos, pela reprodução de uma “construção inovadora no ensino”. E ai nos perguntamos: que inovação seria essa? Pensamos que é mais excludente do que inclusiva. Eis o problema: não passam de pseudo discursos, pois a prática em si não demonstra consistência efetiva.
            Assemelham-se aos fariseus em que Cristo uma vez repreendeu ao afirmar : “são como aqueles que estão na porta do céu mas nem entram, e não deixam os demais entrarem, impondo regras severas para que o reino de Deus fique cada vez mais distante”. (Mateus 23:13).
            Mas será mesmo que o Negativista conhece o positivista? Em breve análise, percebemos que o Negativista geralmente cita a bandeira do Brasil como se fosse Augusto Comte, daí percebemos que possui uma visão superficial sobre o positivismo. Nunca leram uma obra de Augusto Comte, e portanto, sabem tampouco que a máxima encontrada no livro Curso de Filosofia Positiva de Comte é: “O amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim”. Portanto, ao ler a frase da bandeira do Brasil, não sabem quem realmente se inspirou na frase de Comte para construir a passagem escrita da bandeira, troca-se o objeto pelo não autor. Destarte, confundem dois pensadores brasileiros Raimundo Teixeira Nunes e Miguel Lemos com o pensador francês.
O Negativista em sua prática está sempre como o detentor do conhecimento, onde “no meu tempo era que o ensino da universidade funcionava, no meu tempo era assim....”, não ou pouco valoriza o tempo presente, a não ser quando formula (ou copia fórmulas prontas) ao “defender” as teorias inovadoras sobre o ensino (uma defesa discursiva). Adora citar metodologias ativas, BNCC (Base Nacional Comum Curricular), Novo Ensino Médio, contudo sempre caem por terra em discursos desprovidos de atividade prática. Na verdade lhe falta práxis (teoria mais prática). A práxis está baseada no conceito de Marx, onde propõe uma teoria que seja capaz de transformar efetivamente a sociedade.
Do negativista entendemos que lhe é descabido a palavra efetivamente, tendo em vista que é mais fácil divagar em pseudo criticar os métodos apresentados sem propor efetivamente nada eficiente. Geralmente, causam em suas pseudo críticas a cizânia e o desconforto, mas quase nunca uma solução eficaz. Passa a ser alguém que reproduz sem refletir.
 É mais interessante para o mesmo propor a cizânia e com isso leva a desordem, o desconforto. Quando são confrontados com outras formas de ver o mundo se camuflam em frase do tipo: “pensar é perigoso” ( colocando-se no patamar de único ser pensante, como se os demais não refletissem), ou “nunca fui aluno estrela”, dessa forma se escondem em um vitimismo. Essas são estratégias que o Negativista utiliza para comover os interlocutores. 
Daí percebemos que o Negativista, por não ter conhecimento de causa do positivismo acaba sendo por si um positivista inconsciente. Pois não abandona os princípios positivistas de tentar criar um método para si de ascendência profissional, acumulando títulos, como graduação, três ou quatro especializações lato sensu, mestrado etc., mas combate veementemente aqueles que tentam adquirir o conhecimento acadêmico, sempre pseudo criticando a ascensão acadêmica dos demais. Aqui vale ressaltar que o conhecimento acadêmico não está dissociado do diploma. O diploma nada mais é do que um certificado que corresponde ao conhecimento construído e adquirido durante o processo acadêmico. Este será um tema que nos debruçaremos em outros textos reflexivos.
Voltando ao Negativista, este prende-se numa "bolha da verdade", a tal ponto de afirmar: “No novo Ensino médio vai na contramão da filosofia positivista. Ela busca a interdisciplinaridade do conhecimento.” Se a filosofia positivista busca a interdisciplinaridade (como afirma o negativista), então esta via está de acordo com o Novo Ensino Médio. E é interessante para repensarmos o ensino e não o contrário, sendo excludentes, como se o tradicional, ou o positivismo fosse a bruxa que deve ser queimada em praça pública. Se ampara pela falácia: “nunca fui aluno estrela”, portanto como detentor do conhecimento nos dias atuais, combate de todas as formas aqueles que conseguem atingir êxito. 
Mas o Negativista ao invés de perceber que o Novo Ensino Médio procura descentralizar o positivismo, abrindo para novas possibilidades do conhecimento, como construção a partir de uma sociedade plural em que vivemos, no qual o professor não é mais o detentor único de conhecimento, mas o mediador onde favorecerá meios para que o estudante se aproxime do conhecimento, procura de todas as formas o provocar o desconforto e a cizânia por meio de pseudo críticas.
O Negativista insiste em engessar o ensino ao seu bel prazer, afirmando que o positivismo deve ser excluído, banido, queimado em praça pública. E ai nos perguntamos: É o novo Ensino médio excludente? Pelo que sabemos a interdisciplinaridade é a conversa com todas as formas de conhecimento e não é o novo estabelecimento do Index (livros proibidos pela Igreja Católica na Idade Moderna), onde o positivismo deve ser banido da face da Terra. O negativista propõe dessa maneira, ser o inquisidor que dita: o que pode e o que não pode. Afirma:  "Os itinerários formativos são isto e não aquilo", ou seja, não propõe estudo, debate, escuta, mas impõe as regras num Ctrl C e Ctrl V, colocando-se como único detentor do saber. Não se abre, ou pouco se abre para uma terceira via de possibilidade. Seu mundo é binário, construído numa visão maniqueísta de luta eterna entre o Bem versus o Mal, o Capitalismo versus o Comunismo, o quente versus o frio, dia versus noite, etc.
Portanto, nossa intenção neste breve texto não é em se fechar em bolhas de “pseudo – verdades”, como o negativista faz, mas propor uma reflexão sobre a práxis pedagógica atual, que necessita de ações concretas, tais como: um Projeto Político Pedagógico escolar comunitário, que realmente envolva os agentes escolares, discussão real no ambiente escolar sobre a BNCC ( Base Nacional Comum Curricular) inserção de verdadeiras pedagogias ativas no ambiente escolar de acordo com as realidades das escolas locais, o sair de si para o encontro verdadeiro do outro, a formação continuada efetiva e eficaz durante o ano letivo, dentre outros aspectos.
Não pretendemos levar o caro leitor a ser um positivista, pois percebemos que esta reflexão histórica, filosófica de pensamento deve sim ser analisada, avaliada, colocando seus prós e contras. Pois entendemos que na sociedade da Informação e Comunicação da educação 4.0 as metodologias de ensino aprendizagem são diversas, portanto cabe o diálogo e a reflexão, ou seja, um pensar e repensar sobre as ações educacionais, a sociedade e o sujeito do século XXI.  A educação está voltada para uma práxis social que atenda às necessidades de sua época vigente.
Contudo percebemos a sua influência na construção da sociedade e não podemos ser hipócritas no sentido de não percebermos que a disciplina, o método, a persistência são características que se fazem presentes no nosso dia a dia e isso é valorizado pelo positivismo. Acaso, um bom jogador de futebol, acredita apenas no seu "dom" e passa a semana inteira tomando cerveja e comendo pizza para jogar uma partida no fim de semana?  Um professor passou seu curso de graduação apenas fora da universidade sem ler um único livro, para conseguiu o conhecimento e consequentemente o diploma? Algum pedreiro que ao ser contratado, construirá uma casa sem nenhum método e irá apenas no dia que ele quiser para a construção ?  Existirá algum estudante que construirá um artigo cientifico fora dos padrões da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para um trabalho final de curso ou uma apresentação em congresso ou evento? Veremos alguma dona de casa não arrumar a mesma para o aconchego de seu lar? Um estudante graduado estudará apenas um minuto antes para a prova do concurso? Existirá uma escola ou instituição em que estudantes ou colaboradores não carecerão de ir em nenhum momento de sua vida? Ao comprar um veículo (bicicleta, carro, moto etc.), não precisaremos de uma revisão (manutenção)? Um professor do século XXI não precisará mais inserir notas no sistema, nem aulas e pode chegar no horário e no dia que lhe der na telha? Não precisará mais de um plano anual, semestral, mensal, diário para a construção de aulas?
            Esses eventos acima citados, tirados de nosso cotidiano nos faz pensar que todos precisam de um método, disciplina, uma ordem de ser. Eis o princípio do positivismo! Lembremo-nos que o positivismo nasceu no século XIX, como um sistema revolucionário, pois a burguesia que amparada pelos ideias iluministas: Igualdade, Liberdade e Fraternidade, não cumpriu o que de fato prometeu. Os pobres continuaram sendo pobres, a não ser o burguês que agora detentor do capital se apropriou do poder político e religioso. Como salienta Martins (2013, p. 34) “na concepção de um de seus fundadores, Comte, a sociologia deveria orientar-se no sentido de conhecer e estabelecer aquilo que ele denominava leis imutáveis da vida social.
 O positivismo procura estabelecer uma ordem da sociedade pela própria sociedade, tendo em vista que a burguesia derrubou o antigo sistema feudal que era amparado pela teocracia. Como pontua Castro, (2001, p. 15), que os autores do século XIX queriam pensavam em uníssono ao debaterem sobre a “possibilidade de pôr em pratica os princípios anteriormente proclamados pela Revolução Francesa”.
 O Negativista tira a sociedade e tira a teocracia, instituindo um pseudo – pensamento avulso sobre a realidade, em seus discursos promovendo a ambiguidade por meio da lógica de um “ amor relativista”, mas em sua prática estabelece um método positivista, pois sabe das leis, adora a ABNT, faz concursos dia e noite, faz viagens, matriculam seus filhos ou em escola particulares ou em outras escolas (mas nunca em ambientes educativos em que desenvolvem seu precioso pensamento negativista), constrói mansões, compra carro com altas tecnologias, toma Coca-Cola, come sanduíche do Mac Donald's, Subwai ,  diz que vê o estudo como um prazer ( assimilando métodos, ordem, e progresso em sua vida), ou seja, assume todas as características de um discípulo positivista.
Na verdade, entendemos que o Negativista é um pequeno burguês, pois ao criticar o sistema vigente, está amparado pelos mecanismos da burguesia e para ganhar visibilidade, ascensão precisa pseudo criticar o sistema para se firmar como um sujeito pós moderno, ou seja, individualista e egoísta. Com a globalização e a consolidação do capitalismo, percebemos que o sujeito ou as classes tão citadas por Marx ( proletários versus burguesia), ficaram fragmentadas, o sujeito perde-se em seu mundo e as classes, perdem suas forças, no momento em que são cada vez mais enfraquecidas, dilaceradas. A exemplo, na educação quando falamos de professores como uma classe, devemos nos perguntar: Professores universitários? Professores celetistas ( temporários)? Professores efetivos? Professores da escola pública ou particular de ensino? Daí percebemos como o Negativista (pequeno burguês) se faz presente na sociedade contemporânea, pois é a melhor figura que representa a sociedade atual e contribui para o sistema vigente.  


Referências

BÍBLIA, N. T. Mateus 23, 13. In: BÍBLIA. Sagrada Bíblia Católica: Antigo e Novo Testamentos. São Paulo: Sociedade Bíblica de Aparecida, 2008.

CASTRO, Ana Maria (Org.). Introdução ao Pensamento sociológico. São Paulo, 2001.

COMTE, A. Curso de filosofia positiva. São Paulo: Abril Cultural, 2000a. (Col. Os Pensadores).

MARTINS, Carlos Benedito, 1948 -. O que é sociologia. São Paulo, Brasiliense, 2013.