Este blog tem como proposta socializar a dinâmica educacional vivenciada por alunos e professores da Escola Estadual Pedro Evangelista Caminha localizada na cidade de Geminiano - PI.
COSTA, Marcos. A História do Brasil para quem tem pressa. 1ªed. Rio de Janeiro: Valentina, 2016.
Um livro que demonstra de forma peculiar um aparato sobre a constituição das terras que foram " descobertas" ou invadidas pelos povos europeus a partir dos fins do século XIV que posteriormente recebeu o nome de Brasil, proporciona ao leitor uma reflexão aprofundada sobre questões pertinentes a nossa história atual, dentre elas destacamos: Existe uma fragilidade politica no Brasil? Quem são esses fantasmas? Por que insistem em nos assombrar? Será possível exorciza-los para sempre? Por que sendo uma nação rica o Brasil passa por uma profunda desigualdade social? O que havia por trás da viagem de Cabral ao vir para o Brasil?.
Encontramos o livro divido da seguinte forma: De início temos a capa composta com algumas personalidades brasileiras, onde da esquerda para a direita, de cima para baixo temos: Uma pessoa vestida aos moldes europeus açoitando um escarvo; Depois, três indígenas, onde dois seguram pedaços de madeira e o terceiro segura o nome do autor do livro, Marcos Costa; logo após uma mulher vestida aos trajes da época colonial no Brasil conversando com um senhor montado em um cavalo com os trajes da época; logo após na segunda linha temos: Dom Pedro II; a Princesa Isabel; Marechal Deodoro da Fonseca; Epitácio Pessoa; Machado de Assis; Getúlio Vargas; JK; e finalizando com o simbolo da figura de rosto impressos nas notas da moeda real.]
Depois encontramos após a Introdução, a divisão do livro com a demarcação de Quatro Capítulos, divididos da seguinte forma: 1 - Os antecedentes 1453 - 1534; 2- Período Colonial 1534 - 1822; 3 - Período Monárquico 1822 - 1889; e por fim, 4 - Período Republicano de 1889-2015.
Um livro que trás um apanhado geral sobre a constituição histórica da terras que foram descobertas ( ou invadidas - para muitos historiadores) por povos europeus ( portugueses) posteriormente denominada de Brasil, proporciona questionamentos muito importantes, dentre eles destacamos: Po
O presente relato de experiência
propõe entender a aplicabilidade da Olimpíada de Filosofia do Ensino Médio
desenvolvida pela Uninter em Curitiba e aplicada em diversas escolas
brasileiras com o intuito de socialização do conhecimento filosófico
contemplando as realidades presentes em cada local, tendo em vista o
desenvolvimento crítico e reflexivo que a filosofia propõe estabelecer nos
alunos do ensino médio. A escola que obteve essa experiência da Olimpíada foi a
Escola Pedro Evangelista Caminha – PEC, localizada na cidade de Geminiano – PI,
distante a 18 km do polo da Uninter em Picos- PI, sendo aplicado nos primeiros
anos do ensino médio, a saber: 1 B tarde e 1 C noite.
Dessa forma, entendemos que as
Olimpíadas tem por intencionalidade proporcionar uma forma diversificada no
educando, procurando não apenas a competição de indivíduos mas a busca
constante pelo conhecimento filosófico, ampliando e dando acesso a
sensibilidade do aluno frente ao texto filosófico provocando a sua criatividade
de reinventar, ou de propor novas formas de se entender filosofia. Assim, por exemplo, o contato com as obras
filosóficas não pretende “... torna-los mais “refinados” e tampouco mais
‘artísticos’, mas os preparará para receber noções sutis sobre à criação, às
respostas inventivas” (BARROS, 2012, p.12).
Sendo que uma das ferramentas da
contemporaneidade para demonstrar essa criatividade são as redes sociais,
dentre elas destacamos a ferramenta youtube, que proporciona a possibilidade de
socialização do conhecimento por meio do compartilhamento de vídeos, que podem
ser produzidos mediante os diversos aparelhos tecnológicos digitais possíveis,
a destacar: câmeras de vídeo, celulares, smartfones, câmeras fotográficas
dentre outros. Essas ferramentas digitais proporcionam assim a atualização
sendo que “a atualização é criação, invenção de uma forma a partir de uma
configuração dinâmica de forças e finalidades” (LEVY, 2014, p.16). Ou seja,
partir das realidades que muitos alunos já tem contato diariamente como
“nativos digitais”, para anexarem os conhecimentos trazidos pelos “imigrantes
digitais” que são em muitos casos, os professores.
Devemos ter em mente que a
implicação da amplitude do conhecimento filosófico em sala não se restringe a
apenas a aulas isoladas de filosofia, mas também a problematização e a
interação de outras disciplinas com a mesma. Tendo em vista, por exemplo, que
filósofos como Anaxímenes criador do primeiro mapa (geografia), Aristóteles é
considerado pai da biologia, Pitágoras pai da matemática, Descartes criador do
plano cartesiano e assim por diante. Percebemos então que “a questão de ensinar
filosofia começa a ser vista como um problema filosófico – e também político -,
e não como uma questão exclusiva ou basicamente pedagógica”(KOHAN org. 2008, p.19).
Utilizamos como ponto de partida o
conhecimento que foi sendo adquirido pelos alunos do primeiro ano do ensino médio
mediante aulas expositivas dadas pelo professor de filosofia, juntamente com o
livro didático de apoio, intitulado Convite a Filosofia da filósofa brasileira
Marilena Chauí, onde desde a apresentação do mesmo já discute os estereótipos
presentes no senso comum quando pensa-se no que seja o filósofo, como “ alguém
distraído que, sem prestar atenção no que se passa à sua volta, dedica a sua
vida a pensar coisas distantes, complicadas, e provavelmente sem nenhuma
utilidade” ( CHAUÍ, 2013, p.3), possibilitando um debate em sala de aula para
uma aprofundamento sobre esse conceito que se forma na sociedade através de
razões históricas, como o período da ditadura militar no Brasil ( 1964 – 1985),
onde o objetivo a partir do ato Institucional nº 3 foi de abolir a disciplina
de filosofia do ensino.
Em um segundo momento expondo sobre
o nascimento da filosofia tendo como ponto de partida um lugar específico (Mileto,
Grécia antiga, séc. VI), procuramos entender em sala de aula como pensava os
primeiros filósofos que se debruçavam sobre a phisys (natureza), para depois
entendermos porque foram chamados de pré-socráticos, mesmo sendo que alguns
conviveram e morreram depois de Sócrates, como é o caso de Demócrito. Sempre
fazendo essa ponte de ligação do que significa a filosofia, como: “1) saber de
todas as coisas, um saber universal (...). 2. É um saber pelo saber (...). 3. É
um saber pelas causas.” (REZENDE, 2005, p.14).
Em um terceiro momento e finalizando
o primeiro capítulo do livro didático com as resoluções de questões, foi
apresentado em sala de aula o projeto das Olimpíadas de Filosofia no Ensino
Médio, apresentando as propostas e finalidades, tendo como a socialização do
conhecimento dos alunos para demais alunos em diversos lugares por meio das
ferramentas digitais. Foi também solicitado que os alunos em casa assistissem
aos filmes: Matrix e a Sociedade dos Poetas Mortos. Tendo em vista, que esses
conhecimentos poderiam futuramente transformar-se em artigo cientifico, como
ponto de proposta dado pela Olimpíada.
Sendo a sala dividida em grupos,
onde cada grupo poderia, usando de sua magnanimidade, de modo que “a escola não
amplia apenas a dimensão intelectual, mas também a humana” (Francisco, 2010,
p.93). Onde o mesmo propõe que:
Nas escolas
participem de várias atividades que os habituam a não se fecharem em si mesmos,
nem em seus pequenos mundos, mas a se abrirem aos outros, especialmente aos
mais pobres e necessitados, a trabalhar para melhorar o mundo em que vivemos.
Sejam homens e mulheres em conjunto com os outros e a favor dos outros,
verdadeiros campeões no serviço do próximo. (FRANCISCO, 2010, p.95).
Diante
disso, e pensando que a filosofia tem como intencionalidade a problematização
da sociedade em que vivemos, os grupos trouxeram diversos temas onde poderiam
ser demonstrados em sala de aula. Contudo, para um maior aprofundamento dos
temas foram escolhidos duas possibilidades para apresentar, a saber: O mito da
Caverna, escrito por Platão no livro X de A República, onde “Platão formula seu
modelo ideal de cidade, a cidade justa, que serve de contraste para a cidade
concreta”. (Marcondes, 2007, p.39). A
compreensão de cidade no início da Idade Medieval contemplando o pensamento do
filósofo cristão Agostinho de Hipona.
Assim
os alunos produziram vídeos com esses respectivos temas apontados acima, com
duração de no máximo seis minutos como foi apontado nas normas propostas pela
Instituição. No primeiro vídeo ( disponível em https://www.youtube.com/watch?v=2kGNH2M1xGk.),
intitulado o Mito da caverna observamos os alunos após uma apresentação sobre o
mito, fazem uma encenação problematizando e trazendo o acorrentado que sai da
caverna e percorre a cidade de Geminiano – PI, descobrindo as coisas que antes
não foram vistas durante todo o seu processo formativo, trazendo a toda “ o
espanto e admiração”, propostos como início da atividade filosófica por
Aristóteles em seu livro a metafísica. Após os vídeos alguns alunos relataram a
seguinte afirmação: “Professor foi nessa prática e no contato com o texto do
Platão que começamos a entender o que é filosofia”. No segundo vídeo
(disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=p65G2UPsQUU.) percebemos uma atualização e divulgação mais didática dos alunos
onde por meio de narração e exposição de textos e gráficos, os alunos
repassaram de forma interativa e dinâmica a socialização do conteúdo
filosófico, entrando em contato com livros do filósofo, a destacar As
Confissões.
Concluímos que tal proposta
oferecida pela UNINTER, trouxe uma contribuição muito rica para a Escola
Estadual Pedro Evangelista Caminha, onde proporcionou uma amplitude do ensino
de filosofia, mostrando interação, participação, problematização do conteúdo,
amplitude do conhecimento filosófico que abarca todas as disciplinas garantindo
uma socialização do conhecimento para todos aqueles que estiveram interessados
na área de filosofia, fazendo com que o aluno passasse de mero espectador de
aulas, para protagonista de seu processo formativo como estudante do ensino
médio.
REFERÊNCIAS
BARROS, Fernando R. de
Moraes. Estética filosófica para o
ensino médio. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012.
CHAUÍ, Marilena. Iniciação à filosofia: ensino médio,
volume único. 2ª ed. São Paulo, Ática,2013.
FRANCISCO, Papa. A
Igreja da Misericórdia: Minha visão para a Igreja. 1ª ed. São Paulo:
Paralela, 2014.
GALLO, Silvio (Coord.). Ética e Cidadania: Caminhos da
filosofia. 10ªed. Campinas – SP: Papirus, 1997.
LEVY, Pierre. O que é o Virtual. São Paulo: Editora
34, 2011.
__________. Cibercultura. São Paulo: Editora 34,
2010.
KOHAN, O. Walter. Filosofia: Caminhos para seu ensino.
Rio de Janeiro: Lamparina, 2008.
MARCONDES, Danilo. (Org.) Textos Básicos de Filosofia: dos pré –
socráticos a Wittgenstein. 5ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
REZENDE, Antônio. (Org.) Curso de Filosofia: para professores e
alunos dos cursos de segundo grau e de graduação. 13ªed. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2005.
13h Projeto Público Pedagógico ( Revisão e atualização) - Revisar se as ações previstas para 2016 foram desenvolvidas e se alcançam os objetivos propostos.
14h Regimento interno da Escola
15 h Coffe Break
15h 30 Planejamento de ensino ( Elaboração dos Planos de Ação)
Planejar, estabelecer objetivos para um determinado fim, requer uma reflexão que pode partir de vários ângulos, principalmente procurar entender o que está nas entre linhas de uma determinada situação. Sendo assim, meu primeiro questionamento é: Como está a educação pública hoje em dia? Para uma resposta que merece amplitude de reflexão diria que a educação está se adequando a um processo de transformação contínua, onde as instituições como a escola, por exemplo, não são mais vistas como única fonte do conhecimento, pois alunos possuem acesso a informação em tempo mais rápido e interativo do que com contato com os professores.
Essa concepção é antiga, pois a nível de exemplo, destaco lá pelos anos de 1990 ( marcado pela geração de quando era estudante da escola fundamental), não chegávamos na escola sem saber de nada, pois vinhamos para a mesma com um saber dado pela família, pela Igreja e com grande contribuição no processo formativo, um saber dado pelos meios de comunicação, tendo em vista o rádio e a tv, onde esta obtinha mais destaque a partir dos tão famosos desenhos animados. Até hoje, como professor, penso na influência que esses desenhos animados teve na minha formação e de tantas outras pessoas. E o mais interessante, que esses desenhos eram produzidos por uma equipe de uma excelente didática intencional ( pois não existe neutralidade ) em seus conteúdos televisivos. Assim, sem sombra de dúvida, estabeleceram METAS, OBJETIVOS, e PLANEJARAM para chegar a um público alvo.
Ora, o jogador estabelece METAS para uma partida de futebol, tem Objetivos sendo o principal vencer o adversário, treina constantemente se abstendo até da família e amigos para dar o melhor de si em um campeonato. Para um atleta ser um exímio atleta além de um dom pessoal exige-se muito esforço e dedicação do mesmo. Essa transferência quer seja de um grande empresário recai para todos aqueles que almejam sucesso, portanto professores, alunos, coordenadores, gestores, diretores, vigias etc. Para ser o melhor em um mundo desigual, capitalista, competitivo devemos dar o melhor de si em todas as situações de nossa existência. Contudo, o melhor não é aquele que tem um espirito de competitividade vendo seu colega como um inimigo a ser derrotado, mas aquele que supera a si mesmo todos os dias. Essa é uma pergunta fundamental que levanto todos os dias ao olhar para o espelho: Que Ricardo quero ser daqui a cinco anos? . Lutar a cada dia é necessário e possível. Lembro-me de Heráclio de Éfeso que diz que estamos em constante mudança, transformação, e penso que em pleno século intitulado pelo sociólogo Zingmund Bauman de MODERNIDADE LIQUIDA, não houve tão acertiva heraclitiana quanto aos tempos em que estamos vivenciando.
Os desenhos mostram de certa forma uma crítica social, problematizam a realidade e induz naquele que assiste uma nova forma de VER O MUNDO. Ora, mas não seria também essa a intencionalidade do professor para com seus alunos?.Nesse sentido, sempre reflito sobre cada palestra, planejamento pedagógico, seminários, e outras situações sobre o tipo de professor que sou e o tipo de professor que almejo ser daqui a 3 anos, pois o ser humano como um todo está em processo de construção constante, saindo de sua zona de conforto para situações inusitadas que podem recair em criticas ou elogio.
Em pleno século XXI, percebe-se o quanto as TDIC's estão presentes no cotidiano que colocam o espaço escolar a outro nível de reflexão mais profundo onde as soluções para o problema emergente se faz necessário. Nessa perspectiva, encontramos dualidades, problemas, dificuldades que carecem de reflexões profundas. Um desses é: Como resolver uma infinidade de problemas, que não são de hoje mas de uma construção histórica brasileira que não coloca o sistema educacional em seu devido lugar de respeito e prestigio em tempos contemporâneos onde a sociedade carece de respostas imediatas prontas e acabadas?
FRANCISCO, Papa. A Igreja da Misericórdia: Minha visão
para a Igreja. 1ª ed. São Paulo: Paralela, 2014.
Ricardo de Moura
Borges.
Graduado
em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal do Piauí. Graduando
em Licenciatura em Filosofia pelo Instituto Católico de Estudos Superiores do
Piauí, ICESPI. Teresina – PI. Pós Graduado em História afro brasileira e
Indígena pela UNINTER. Graduando em Sociologia pela UNINTER.
Sobre
o autor: Jorge Mário Bergoglio, nascido em Buenos Aires em 17 de dezembro de
1936 sendo o primeiro dos cinco irmãos: Oscar, Marta, Alberto e Maria Elena.
Seu pai Mario foi contador das ferroviárias e sua mãe, Regina Sivori, dona de
casa. Em 1957 após se formar em especialista em Química, escolhe o caminho do
sacerdócio e entra no seminário diocesano Villa Devoto. Em 11 de março de 1958
entra na Companhia de Jesus, como noviço. Foi ordenado sacerdote em 1969, nomeado
bispo auxiliar em 1992, arcebispo em 1998, cardeal em 2001 e no dia 13 de março
de 2013 torna-se o primeiro papa latino americano adotando o nome de Francisco.
A
presente obra possui 121 páginas estando dividida em: Prefácio, dez capítulos; uma
biografia rápida intitulada: Sobre o Papa; e Notas de referências sobre
citações bíblicas expostas no texto.
O
prefácio de Giuliano Virgini, apresentando que o pontificado do Papa Francisco
se mostra delineado com a exortação apostólica Evangeli Gaudium de 24 de
novembro de 2013, mostrando que a Igreja em tempos contemporâneos, assume uma
cara missionária “através de um anúncio e um testemunho cristão cada vez mais
puro e fiel ao evangelho”.
No
Capitulo 1 intitulado A Novidade de Cristo temos cinco sub tópicos a saber: O
abraço da misericórdia de Deus; A luz da fé; A mensagem Cristã; A revolução da
Liberdade; Estar com Cristo. Aqui temos relatos dos evangelhos e constatação da
Misericórdia de Deus através da fé, onde o próprio Tomé não acreditando na
Ressurreição de Cristo, experimenta através da empiria essa constatação. A misericórdia
de Deus é “um amor que não falha, que segura a nossa mão, nos sustenta, levanta
e guia” p. 11. A luz da fé provém do Deus vivo e essa nasce do encontro com
Deus. O papa faz um convite a não fechar em nós mesmos, não perder a confiança,
não nos darmos jamais por vencidos, pois “não há situação que Deus não possa
mudar, se nos abrirmos a Ele” p. 16. O
Senhor que é bom e misericordioso e sentimos o seu Amor, pois Ele nos concede a
graça. O papa utiliza o método dos antigos Jesuítas para explicar sobre Jesus,
colocando a regra dos três pontos. Sendo que recomeçar com Cristo significa:
cultivara a familiaridade; Para um discípulo estar com o Mestre é necessário:
Ouvi-Lo, aprender Dele; Imitá –Lo ao sair de Si mesmo para ir ao encontro do
outro; Não ter medo de ir com Ele para as Periferias; No fim do capitulo o Papa
faz uma exortação aos cristãos para não se fecharem em seus grupos, em
paróquias mas que saiam de si para o encontro do Outro, mostrando uma Igreja em
missão. Assim diz: “Quantas vezes vimos acidentes nas estradas! Mas eu digo:
prefiro mil vezes uma Igreja acidentada a uma Igreja doente!
No
segundo capitulo intitulado Uma igreja Pobre para os Pobres temos os seguintes
sub tópicos: Ouvir o clamor dos Pobres; Casa de Comunhão; Casa que acolhe a
todos; Casa da harmonia; e Enviada para levar o Evangelho a todo o Mundo; Os
cristãos são chamados a assumirem os mesmos sentimentos que estão em Cristo
Jesus, por isso essa opção pelos pobres é mais teológica do que cultural,
filosófica ou social. Como ensina Bento XVI “esta opção está implícita na fé
cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com sua
pobreza”. A igreja é uma casa de comunhão onde “professamos que a Igreja é única
e que essa Igreja é em si mesmo unidade” p. 27.
O papa afirma que durante certos períodos na História disseram que a
Igreja era só para os puros, sendo que os demais deveriam ser afastados,
contudo, o papa ressalta que “somos uma igreja de pecadores; e nós pecadores
somos chamados a nos deixar transformar, renovar e santificar por Deus” p. 31. A
Igreja é a casa onde é anunciada a fé em sua totalidade, está espalhada em
todos os lugares e anuncia o Evangelho; e é uma casa de harmonia onde “unidade
e diversidade sabem conjugar para se tornarem riqueza” p. 34. Sendo assim a
Igreja é apostólica porque: Esta fundada na pregação e na oração dos apóstolos;
Guarda e transmite com ajuda do Espirito Santo que habilita a doutrina; e é
envida a anunciar o evangelho ao mundo inteiro.
No
terceiro capitulo Intitulado Em Sintonia com O Espírito, encontra-se os
seguintes sub tópicos: Ser Guiado Pelo Espírito Santo; e Novidade, Harmonia e
Missão. O papa orienta que vivemos em uma época de ceticismo em relação a
Verdade, contudo, a ação do Espírito Santo realiza ao guiar a Igreja e a cada
um de nós para a Verdade, que está em Cristo Jesus. “Temos necessidade de nos
deixamos inundar pela luz do Espírito Santo, para que Ele nos introduza na
Verdade de Deus” p. 41. A novidade causa sempre um pouco de medo, contudo é
necessário se lançar ao novo; O Espirito Santo, à primeira vista, parece trazer
desordem quando traz a diversidade de carismas, contudo, sob ação do mesmo
Espírito tudo é uma grande riqueza. A alma é uma espécie de barco a vela e o
Espírito Santo sopra na Vela, conduzindo o ser humano;
No
quarto capitulo intitulado O Anúncio e Testemunho temos os seguintes sub
tópicos: Não ter medo; Levar a Palavra de Deus; Chamados para anunciar o
Evangelho; Comunicar esperança e alegria; e Entregar Tudo. “Só a presença do
Senhor ressuscitado entre eles e a presença do Espirito Santo” p. 48 explicam o
anuncio da Boa nova em toda a Jerusalém pelos apóstolos, sendo estes
hostilizados e até com pouca instrução em relação aos escribas e doutores da
lei. São apresentados três aspectos da nossa vocação: chamados por Deus;
chamados para anunciar o evangelho; e chamados a promover a cultura do encontro.
O papa remete a três posturas que o cristão deve assumir diante sua vocação:
Conservar a esperança; Deixar-se surpreender por Deus; e Viver na alegria.
No
quinto capitulo intitulado Cristãos o Tempo Todo, encontramos os seguintes sub
tópicos: Sairmos de nós mesmos; Caminhar; Tomar a Cruz; e Evangelizar. Aqui o
papa nos remete ao significado verdadeiro da Semana Santa. “Viver a Semana
Santa seguindo Jesus quer dizer aprender a sairmos de nós mesmos – como eu
disse antes – para ir ao encontro dos outros, para ir as periferias da existência,
sermos os primeiros a ir ao encontro de nossos irmãos...” p. 60 “Significa
entrar na lógica de Deus, na lógica da Cruz. Significa entrar na lógica do
Evangelho” p. 61.
No
sexto capitulo intitulado Pastores com o cheiro de Ovelhas, tem-se os seguintes
sub tópicos: O que significa ser Pastor; Sacerdotes para Servir; e Levar a
unção ao Povo. O pastor deve apascentar o rebanho e o significado de apascentar
é “acolher com magnanimidade; caminhar com o rebanho, permanecer no rebanho” p.
69. Conhecer cada pessoa do rebanho mostrando o interesse em Cristo de
acolhimento, de valor de humanidade, caminhar com o rebanho fazendo-se presente
e visível ao povo de Deus sempre sem abandona-los diante das circunstancias
apresentadas. Carinho pelos sacerdotes, presença na diocese sendo que o estilo
de serviço ao rebanho seja o “da humildade, diria até da austeridade e da
essencialidade” p. 71.
No
sétimo capitulo intitulado A Escolha dos Últimos tem-se os seguintes sub títulos:
A Periferia da Existência: Acolher e Servir; Os refugiados; A amplitude da
Solidariedade. “A Igreja deve sair de si mesma... Para as periferias
existenciais, sejam eles quais forem, mais sair” p. 79. O papa enfatiza a preferência
da igreja em sair em missão pelos pobres. A acolhida está relacionada a casa,
ao dom. O papa faz menção a Casa (Igreja) que protege os indefesos que são
perseguidos. “A Igreja é mãe e sua atenção materna se manifesta com ternura e
proximidade especiais em relação aos que são obrigados a fugir do próprio país
e vivem entre erradicação e integração” p. 82. A solidariedade é um palavrão
que está sendo proibida de ser mencionada em tempos hodiernos, e que
solidariedade está imbrincada necessariamente de três outras palavras: servir, acompanhar
e defender.
No
Oitavo Capitulo intitulado Demolir os Ídolos tem-se os seguintes sub tópicos: A
Lógica do Poder e da Violência: Culto ao deus do Dinheiro; A lepra do carreirismo;
Despojar o espirito do mundo; Todos querem o mundo da harmonia e paz, querendo
o bem de todos guiados pelo amor, contudo “ quando o homem pensa só em si
mesmo, nos seus próprios interesses e se coloca no centro, quando se deixa
fascinar pelos ídolos do domínio e do poder, quando se coloca no lugar de Deus,
então deteriora todas as relações, arruína tudo; e abre a porta a violência, a
indiferença, ao conflito” p. 87. “O que manda hoje não é o homem, mas o
dinheiro, é o dinheiro que manda” p. 88. O papa dá exemplos de que o que se é
valorizado na mídia não é o que acontece com o ser humano, mas existe uma
inversão de valores onde os objetos, como as bolsas de valores tem mais
destaque que um acidente com um ser humano, por exemplo. A liberdade interior
por sua vez, significa: “vigiar para ser livre de ambições ou metas pessoais
que fazem muito mal a Igreja” p. 90. “A
igreja somos todos nós, como eu disse. E todos nós devemos despojar-nos dessa
mundanidade: o espirito contrário das bem-aventuranças, o espirito contrário ao
espírito de Jesus.
No
Nono Capítulo intitulado A Cultura do Bem, veem-se os seguintes sub tópicos:
Liberdade para escolher o bem; Fome de dignidade; Compromisso com a paz; Por
uma nova Solidariedade; Aqui o papa faz uma indagação pertinente para jovens e
educadores: “Caro Jovens, por que vão à escola?” p. 93. O papa responde que “a
escola é um dos ambientes educativos no qual crescemos para aprender a viver,
para nos tronarmos homens e mulheres adultos e maduros, capazes de caminhar, de
percorrer a vereda da vida. Como a escola ajuda a crescer? Ajuda não apenas no
desenvolvimento da inteligência, mas para uma formação integral de todos os
componentes da personalidade” p. 94. É na escola onde aprendemos a sermos magnânimos.
“Ter um coração grande, ter grandeza de espírito, quer dizer ter grandes
ideais, o desejo de realizar maravilhas para responder aquilo que Deus nos
pede, e precisamente por isso realizar bem as atividades de cada dia, todos os
trabalhos cotidianos, os compromissos, os encontros com as pessoas, cumprir as
pequenas tarefas de cada dia com um coração grande, aberto a Deus e ao próximo”
p. 94. A escola amplia a dimensão humana e não apenas a intelectual. “A
realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem (Jovens) ser vocês os
primeiros a praticar o bem, ao não se acostumar ao mal, mas vencê-lo com o bem”
p. 97. O papa faz um apelo aos jovens, lembrando dos Jovens no Brasil (penso
que também a jornada mundial da Juventude realizada em 2013). O papa também,
afirma que a crise vivenciada não é apenas econômica como a mídia mostra, mas
tem raízes ética e antropológica. “Seguir
os ídolos do poder, do lucro, do dinheiro, acima do valor da pessoa humana, se
tornou uma norma fundamental de funcionamento e critério decisivo de
organização.
O
décimo e último capítulo é dedicado a Maria Mãe do Filho de Deus e é intitulado
Maria, mãe da Evangelização, tendo os seguintes sub tópicos: O seu exemplo; A
sua fé; A sua Intercessão. O papa apresenta três palavras que resumem a atitude
de Maria: Escuta, a decisão e a ação. A fé de Maria se fundamenta em: Desatar o
nó do pecado; a fé de Maria dá carne humana a Jesus; e a fé de Maria como
Caminho. O papa remete a Santo Irineu que nos diz: “O nó da desobediência de
Eva foi desatado pela obediência de Maria, aquilo que a virgem Eva atara com a
sua incredulidade, desatou-o a virgem Maria com sua fé” p. 104. “Maria é aquela que sabe transformar um curral
de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura.
Ela é serva humilde do Pai, que transborda de alegria e louvor. É amiga sempre
solícita para que não falte o vinho em nossa vida... Como mãe de todos, é sinal
de esperança para os povos que sofrem as dores do parto até que germine a
justiça...” p. 107. “É o Ressuscitado que nos diz, com uma força que nos enche
de imensa confiança e firmíssima esperança: “Eu renovo todas as coisas”. Com
Maria avancemos confiantes com essa promessa” p.109.
O
livro apresenta uma linguagem simples e direcionada a todos aqueles que se
interessam pela visão de uma Igreja missionária. O papa faz menção a documentos
da Igreja, ao Evangelho e mostra que um Jesus próximo das realidades sociais,
não esquecendo da essência, aliás mostrando que a essência está justamente em
sair de si para o encontro com o outro. Faz também duras críticas a um sistema
que valoriza os bens, onde o ter é substituído pelo ser, e remete a reflexões
chaves para repensarmos, como a educação que garante a magnanimidade do indivíduo.
Ressalta sempre a vivacidade do Evangelho que se faz presente no cotidiano das
pessoas, onde é necessário combater o mal existente, apoiando-se nas mão
palavras, ensinamentos de Jesus. O dialogo no texto em uma leitura, parece uma
dialogo presencial com o papa, pois em sua escrita ele repete as palavras, ou
frases dando ênfase naquilo que é proposto. Usa termos como Vip (jovens), Hein,
Jovens! (P. 97), dando proximidade entre escritor e leitor.
A Escola Pedro Evangelista Caminha organizou a I Feira do Conhecimento, trazendo para a comunidade de Geminiano a produção de amostras sobre a Educação no Trânsito e a Prevenção ao Suicídio feita pelos alunos com auxílio dos Professores.
Essas experiências ajudam a aprofundar o processo de ensino-aprendizagem, estabelecendo uma relação mais profunda entre escola- comunidade, comunidade-escola, aluno- comunidade.
Em uma das aulas de filosofia fui interrogado por um aluno: Qual o sentido de estudar esse assunto? . De imediato, parei e pensei... e logo respondi:
- Dos diversos problemas que vivenciamos no meio escolar, essa sua pergunta é muito pertinente, pois eu mesmo quando fui aluno do ensino fundamental e médio, fui diversas vezes acometido por essa mesma indagação em várias aulas que tive.
Enfim, usando o filósofo existencialista Albert Camus em sua tão celebre e perturbadora frase que diz: " a vida não tem sentido, portanto, cabe a cada ser humano dar sentido a sua existência, penso que de forma introdutória estabelece-se como ponto de alicerce em entender o sentido daquilo que aprendemos na escola.
Muitas vezes, e por muitos mais não todos ( não podemos ser generalizantes), a escola ainda é vista como um espaço obrigatório onde tenho que ir por causa da coersão social, ou seja, eu vou porque "todo mundo vai", "mãe briga" e "pai me bate se eu não for". Tendo em vista que norteado por esses motivos, então o aluno tem uma meta por finalidade estabelecida: TIRAR NOTAS BOAS, não importa o motivo, pode ser por meio de pescas, cópias da internet, suborno a um professor, ou seja, diversos artifícios menos : ESTUDAR PARA APRENDER O CONTEÚDO.
Enfim, mas PARA QUÊ APRENDER UM CONTEÚDO? Se já tenho o pai GOOGLE que me disponibiliza todas as informações, por exemplo, sobre a Idade Média, sobre Platão e a sua metafísica, sobre os problemas do Plano Cartesiano de Descartes? Pra quê aprender português e suas regras semânticas, gramaticais, sintaxe ? Biologia pra que?
Para responder todas essas questões devemo-nos lembrar da revolução copernicana de Kant ( por isso entendo a filosofia como a mais importante de todas - pois é meu óculos para ver o mundo, tal qual o matemático que vê o mundo pelas lentes da matemática e assim por diante. Immanuel Kant estabeleceu uma mudança de 180 graus no conhecimento, tal qual Copérnico ao estabelecer o heliocentrismo não concordando com o Geocentrismo estabelecido até então.
Assim, entendemos que, o problema não necessariamente estão nos conteúdos mas nas valorização, importância dos conteúdos onde o aluno se debruça sobre tais e dessa forma dão sentidos aos mesmos. Mas pode se insurgir a celebre afirmação: EU PASSEI DE ANO, NEM DE RECUPERAÇÃO EM FIQUEI. Enfim, a realidade da educação brasileira onde a quantidade se sobrepõe a qualidade faz-nos perceber o seguinte: NÃO ADIANTA TER PASSADO, SEM NENHUM CONTEÚDO FIXADO. A escola ou o professor pode até garantir todos os meios ( notas, trabalhos, recuperações com consulta aos livros, atribuição de pontos extras para passar o aluno), contudo o aprendizado para a vida, para a coletividade, para a comunidade fica em prejuízo. Dessa forma o argumento do aluno que "passa", cai por terra, causando um problema de ordem ÉTICA E MORAL grave, onde encontram-se não necessariamente na Escola x ou y, mas no seu processo constitucional de forma mais ampla.
Contudo, a assertiva de NÃO HAVER NENHUM CONTEÚDO SIDO FIXADO, pode ser questionada sobre diversos aspectos, dentre um deles e de forma concreta, destaco a I Feira do Conhecimento, onde a cada ano fico mais surpreso e feliz, com o desempenho, destaque e realização dos alunos, ao trazerem e exporem seus conhecimentos em amostras para a comunidade de Geminiano, penso que a resposta para o sentido dos estudos começa a ser dada de forma prática nessas amostras que acontecem nas escola, pois agora o aluno deixa passa a ser mais ativo, autônomo e consciente da realidade escolar em que vivem.
Marilena
Chaui é respeitada como intelectual e militante política. Participou ativamente
da criação do Partido dos Trabalhadores – PT, em 1980. Ocupou o cargo de
secretária da cultura da cidade de São Paulo no governo de Luiza Erundina, de
1989 a 1992, à época eleita pelo PT.
Algumas
de suas obras a fizeram extrapolar o contexto acadêmico e atingir os leigos,
como em O que é Ideologia, que compõe a Coleção Primeiros Passos da editora
Brasiliense, e Convite à Filosofia, da editora Ática. É professora doutora
honoris causa, título concedido por duas instituições estrangeiras –
Universidade de Paris 8, França, e Universidade de Córdoba, Argentina. Possui
centenas de artigos publicados em periódicos de grande circulação e
científicos, dezenas de textos, entre livros e artigos publicados em obras de
outros autores, em português e francês. Tem se dedicado, principalmente, à
história da filosofia contemporânea, com foco em Baruch de Espinosa e
Merleau-Ponty.
É
professora titular do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), desde 1986.
Nascida
na cidade de São Paulo, a filósofa estudou o Primário, e grande parte do
Ginásio em Catanduva, no interior paulista. Voltou a São Paulo em 1956 para
terminar o Ginásio e cursar o Colegial Clássico (Ensino Médio) no Colégio
Estadual Presidente Roosevelt, bairro da Liberdade, para depois fazer graduação
e licenciatura em filosofia na Universidade de São Paulo (1960-65), em seguida
o mestrado (1966-67), apresentando a dissertação Merleau-Ponty e a crítica do
humanismo. Em 1971, defende o doutorado com a tese Introdução à leitura de
Espinosa. Em 1977, conclui o trabalho de livre-docência, 17Filosofia – Volume
14 A nervura do Real: Espinosa e a questão da liberdade, na mesma universidade.
Realizou o pós-doutorado na Bibliotéque Nationale de Paris (BNP), concluído em
1987. Encontro com a filosofia
O
pai da filósofa, Nicolau Chaui, era jornalista. A mãe, Laura de Souza Chaui,
professora, tornou-se indiretamente responsável pelo primeiro encontro da filha
com a filosofia. “Eu me encontrei com ela [a filosofia] muito cedo. Quando tinha 12 anos, li um livro de
minha mãe sobre filosofia da educação e fiquei deslumbrada com um sujeito
chamado Sócrates. Acho que não entendi quase nada do livro, mas a figura de
Sócrates ficou gravada em minha memória por causa de uma coisa fantástica
chamada maiêutica!”.
Mas foi na escola que conheceu melhor a
filosofia, estimulada por professores, por autores clássicos e disciplinas
voltadas ao estudo de idiomas. “No meu tempo havia, após os quatro anos de
Ginásio (no qual se aprendia latim, inglês e francês), o chamado Colegial
(dividido em Clássico e Científico), que durava três anos e nos preparava para
a universidade.”
“Durante os três anos de
Colegial Clássico (no qual se aprendia latim, grego, espanhol, inglês e
francês) tive aulas de filosofia, que era uma disciplina obrigatória – eram
cinco aulas semanais, isto é, com exceção do sábado, havia filosofia todos os
dias.” A ênfase dada à filosofia (e outras disciplinas das
humanidades) naquele momento era um dos caminhos para valorizar a formação
humanística e crítica dos alunos.
A
filósofa conta que no colégio Presidente Roosevelt havia estímulo à leitura, ao
debate, à participação, ao desenvolvimento de propostas, às novas ideias, à
participação política por meio do grêmio estudantil. “Para se ter uma ideia de como era o ensino, lembro que líamos Caio
Prado Júnior nas aulas de história do Brasil; César, Cícero e Virgílio, nas
aulas de latim; trechos de Homero, Sófocles e Platão, nas aulas de grego;
Racine, Corneille e Molière, nas aulas de francês; Shakespeare e Milton, nas
aulas de inglês; Cervantes e Machado, nas de espanhol; todos os poetas e
novelistas românticos, simbolistas e modernistas, nas de literatura portuguesa
e brasileira.”
Em
meio aos clássicos da filosofia e da literatura, Marilena Chaui descreve a aula
inaugural de filosofia na escola: “A
primeira aula teve início com o professor dizendo o seguinte: ‘Palamede da
Escola Eleata, Zenão de Eléia...’. Era uma classe de jovens com 15 e 18 anos de
idade, que nunca tinham ouvido falar de filosofia, muito menos de Zenão de
Eléia e menos ainda de quem poderia ser um tal de Palamede! O curso era de
lógica e as primeiras aulas foram sobre Parmênides, Zenão, Heráclito e Górgias
e o efeito sobre mim foi fulminante: descobri que era possível o pensamento
pensar sobre o pensamento, a linguagem falar sobre a linguagem e que havia uma
grande distância entre perceber e conhecer.”
Entre
bons professores aos quais atribui sua formação, destaca um. “Tive um professor extraordinário, João
Eduardo Villalobos, pessoa muito culta, irônica e cortante, que não fazia
qualquer concessão à nossa ignorância, mas nos tratava como capazes de entender
as aulas, pesquisar na Biblioteca Municipal, escrever razoavelmente. No meu
caso, Villalobos era, ao mesmo tempo, a iniciação ao pensamento e o desafio de
tomar conhecimento de um universo até então desconhecido e sem fim. Muitas
vezes, foram suas ‘tiradas’ sobre algum fato corriqueiro do cotidiano que me
fizeram olhar as coisas e as pessoas de uma maneira nova, problemática,
instigante. Fui fazer filosofia na universidade por causa dele, sem dúvida. Mas
também por causa de alguns outros professores.”
Vocação A licenciatura em filosofia só
confirmou o que Marilena Chaui já sabia. “Sempre
me vi como professora e, na época em que fiz a faculdade, éramos preparados
para o ensino, pois além do bacharelado, a licenciatura fazia parte de nosso
currículo, visto que a filosofia era disciplina obrigatória no que hoje se
chama ensino médio. Quase ninguém imaginava dar aula em universidades (isso era
para muito poucos), mas todos se destinavam espontaneamente para o ensino
médio.” Apesar da vocação e preparo para a docência no Ensino Médio, a
vivência como professora nessa etapa de formação foi curta. “Dei aula no Colégio Estadual Prof.
Alberto Levy, portanto, numa escola pública e, diga-se de passagem, das melhores.
Foi uma experiência muito gratificante, pois o ensino médio (isto é, o curso
Colegial) não tinha passado pelas sucessivas reformas que iriam desfigurá-lo e
mantinha a formação que eu havia conhecido no Colégio Estadual Presidente
Roosevelt, com ótimos alunos, muito diálogo entre os professores, todos
exigentes quanto à qualidade do ensino e ao desempenho dos alunos, e boa
infraestrutura de trabalho, particularmente, a biblioteca. Havia ciclos de
debates e palestras sobre Filosofia – Volume 14 19 assuntos variados da cultura
contemporânea com os professores da casa e com convidados especiais. No início
de cada semestre, os professores se reuniam por afinidade de suas matérias e
propunham trabalhar juntos determinados assuntos, mas ninguém usava o jargão da
interdisciplinaridade; era óbvio para muitos que suas matérias e temas se
entrecruzavam e que valia a pena um trabalho conjunto. Os alunos eram
receptivos e interessados e vários deles foram fazer filosofia na universidade,
segundo eles, estimulados pelas aulas.”
Para
as aulas, os professores do Alberto Levy usavam a voz em sala de aula e os
livros disponíveis em bibliotecas. “O
professor preparava suas aulas com o material pesquisado na Biblioteca
Municipal e, no caso dos alunos, como eram pouquíssimos os livros de filosofia
em português (talvez uns 10 ou 15 títulos), consultavam livros em inglês,
francês e espanhol (pois estudavam essas línguas no Colegial). Penso que o
mesmo se dava com as outras disciplinas, embora algumas, como as de ciências e as
de línguas contassem com livros didáticos, isto é, destinados especificamente
ao programa de cada ano escolar.” A professora valoriza a indicação de
livros de autores de referência em cada área, como uma ação comum dos
professores nas “grandes escolas públicas” na década de 1960, inclusive no Colégio
Alberto Levy. “A última coisa em que
alguém pensaria seria em livros com ilustrações, pouco texto e quase nenhuma
formação! Também nunca passaria pela cabeça de ninguém, em qualquer das
disciplinas, em dar provas na forma de testes de múltipla escolha. E um
professor se sentiria ofendido se recebesse um livro denominado ‘livro (ou
exemplar) do professor’, ensinando-o a dar aulas, fazer provas e corrigir
trabalhos!” Logo que defendeu a dissertação de mestrado no recém criado
programa de pós-graduação da USP, em 1967, foi convidada a lecionar no
Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas,
da mesma Universidade.
Em
tempos de ditadura Enquanto Marilena Chaui cursava graduação e licenciatura de
filosofia na USP, vivenciou um momento conturbado da histó- ria política
brasileira. De 1960 a 1965, viu quatro presidentes da República, uma renúncia
presidencial e um golpe militar, que mudaram os rumos do País. A ditadura
instaurada quando os militares tomam o poder não afetou inicialmente a educação
(até 1968); somente as universidades sofriam com as constantes perseguições a
professores e alunos.”Politicamente, a ditadura estava implantada, porém ainda
não haviam chegado os anos de chumbo do AI-5 e a educação ainda não era alvo da
Segurança Nacional nem estava encarregada de formar quadros para o ‘Brasil
Grande’ de Delfim Neto e Golbery do Couto e Silva.
As
perseguições haviam sido limitadas às universidades e, nestas, a professores
individualmente visados por suas ligações com o Partido Comunista ou com os
grupos que haviam apoiado o desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek ou as
Reformas de Base, propostas por Jango Goulart. Ou seja, o ataque ainda não visava
(como aconteceria a partir de 1969) à instituição universitária nem às
instituições do ensino médio, mas a indivíduos”.
Ao mesmo tempo, o ensino de filosofia no
Ensino Médio buscou um caminho para não ficar à margem das questões essenciais
naquele momento, de forma mais indireta. As fontes de inspiração e reflexão
para professores e estudantes eram o existencialismo do francês Jean Paul
Sartre e o engajado movimento cinematográfico Nouvelle Vague (Nova Onda),
relembra a filósofa, que também destaca as prioridades da escola naquele
momento: prezar e valorizar a cultura e
respeitar a ciência. O clima nas escolas também era diferente: “Do ponto de vista social e econômico,
a classe média ainda estava longe da indústria do vestibular, da competição
desvairada e do sucesso a qualquer preço, de maneira que, na escola pública,
havia uma atmosfera de camaradagem e cooperação tanto entre os alunos como
entre os professores.” Ao fazer uma retrospectiva sobre o ensino de
filosofia nos últimos 50 anos, Marilena Chaui acredita não ser possível uma
análise sem relacionar a disciplina com as demais matérias do Ensino Médio,
ainda que a exclusão da mesma pelos militares tenha sido justificada por
motivos de subversão, ao lado da pedagogia de Paulo Freire e da história do
Brasil, apresentada por Caio Prado Júnior, exemplos que cita. “Penso que é preciso inserir a filosofia
no mesmo contexto em que se encontraram as demais disciplinas de humanidades –
histó- ria, geografia, línguas e literatura brasileira e estrangeira. Filosofia,
história e geografia foram, de início, submetidas à ideia de educação moral e
cívica; em seguida, suprimido o ensino de filosofia, surgiu a disciplina
estudos sociais, reunindo história e geografia; e a disciplina expressão e
comunicação substituiu o ensino das línguas, além de suprimir o ensino de
latim, grego, francês e espanhol.”
As
reformas ocorridas no Ensino Médio brasileiro são resultado da orientação
político-econômica no País, segundo Marilena Chaui. Nas mudanças, diz ela, a
lógica do mercado prevaleceu em detrimento dos valores anteriormente cultivados
e preservados na escola: ”O primeiro
momento da reforma do ensino médio foi feito sob a égide do ‘Brasil Grande’, da
Segurança Nacional e das recomendações do Departamento de Estado
norte-americano (o chamado acordo MEC-Usaid) com ênfase nos conhecimentos
técnico-cientí- ficos e desinteresse pelas humanidades, pouco significativas
para o ‘milagre brasileiro’.O
ensino médio passou a ser visto de maneira puramente instrumental (e não mais
como período formador), isto é, como etapa preparatória para a universidade e
esta, como garantia de ascensão social para uma classe média que, desprovida de
poder econômico e político, dava sustentação ideológica à ditadura e precisava
ser recompensada. Tem início o ensino de massa. A chegada de grande contingente
de jovens aos vestibulares levou à instituição do vestibular organizado fora
das próprias universidades, às provas sob a forma de testes de múltipla escolha
e ao surgimento da indústria do vestibular.”
Para
a pensadora, a privatização da escola pública, a redução da atuação do Estado
na educação, a adequação do ensino às exigências do mercado e o controle
ideológico da classe média pelo diploma universitário são aspectos essenciais a
serem considerados para compreender a evolução do Ensino Médio nesse recorte
histórico.
Fonte:http://portal.mec.gov.br/index.phpoption=com_docman&view=download&alias=7837-2011-filosofia-capa-pdf&category_slug=abril-2011-pdf&Itemid=30192. p. 16 - 21
O problema metafísico parte do principio do conhecimento do ser. Significando, " aquilo que está além da física", entende-se como realidade que procurar sair das aparências com intuito de se chegar as essências. Platão, ao estabelecer o mundo das Idéias pretende demonstrar que é possível chegar ao mundo das essências, onde as coisas são do jeito que são e não podem mudar, portanto, para Platão aparência seria neste mundo sensível, pois este mundo onde vivemos é marcado pela corruptibilidade.
Um dos problemas da metafísica proposto na modernidade é estabelecer que o nominalismo, dado por Platão, dificilmente poderia atingir as essências das coisas, como afirma o filósofo Hume. Além disso Kant estabelece que não podemos conhecer o nomeno ( a coisa em si), mas apenas as realidades que aparecem aos nossos sentidos, sendo que jamais poderemos saber da realidade total de uma coisa que se apresenta.
O mais intrigante é quando percebemos o problema metafísico em nosso dia-a-dia, onde o nosso próprio nome não nos define, ora somos marcados por verdades, conceitos, ou seja nomes, que nos dão segurança em nossa vida, contudo, se pensarmos um pouco, poderíamos nos perguntar: Quem é homem? O que é o mundo? O que realmente existe. Tão acertadamente a cantora Pitty, em sua música intitulada: Só de Passagem, estabelece essa desconstrução norteada pela Metafísica.
Ao dizer (cantar): "Eu não sou o meu carro... Eu não sou o meu cabelo... Esse no me não sou eu", estabelece uma ruptura e provoca uma questão filosófica: Quem realmente é você, caro leitor? Quem sou eu? O que me define?
Aprender filosofia é partir da sensibilidade do nosso cotidiano, buscando entender o mundo que nos cerca a partir daquilo que outros filósofos construíram em seus tempos históricos distintos. Portanto, é de fundamental importância a leitura dos textos filosóficos, dos filósofos, de bons comentadores da filosofia, de resumos, resenhas, trabalhos científicos, para depois associar essas leituras com o admirável mundo novo que nos cerca.
Por: Prof. Esp. Ricardo de Moura Borges. ( Filosofia)
Confira as palavras do diretor nesse vídeo:
No dia 26 de agosto de 2016 a reunião de pais e mestres na escola Pedro
Evangelista Caminha, com a finalidade de esclarecer para os pais os rumos da
escola, a destacar: a avaliação qualitativa, os projetos desenvolvidos pela
escola: Patativa do Assaré, Café literário, Matemática em toda Parte,
Olimpíadas de Filosofia, dentre outros; a questão da merenda escolar, estrutura
das salas de aula, corpo docente e discente da escola.
A reunião de pais e mestres se faz de
fundamental importância destacando que a escola torna-se uma família, ou uma
extensão da família. Demonstrando uma relação não apenas de alunos com
professores mas de professores com os pais dos alunos, aceitando-os em sua
diversidade como bem ressalta Parrenoud, 2000, p. 124, ao dizer que:
A parceria é uma
construção permanente, que se operará melhor se os professores aceitarem tomar essa
iniciativa, sem monopolizar a discussão, dando provas de serenidade coletiva,
encarnando-a em alguns espaços permanentes, admitindo uma dose de incerteza e
de conflito e aceitando a necessidade de instâncias de regulação. (Perrenoud,
2000).
Dessa
forma entendemos, que a realidade escola-sociedade se faz presente e não é
dissociada. A interação dos pais na escola se faz de fundamental importância,
para perceber as necessidades e os caminhos trilhados por seus filhos no
processo formativo. Essa construção dá-se não por professores ou gestores já construídos
e acabados, que vão formar alunos, mas por um processo de permanente
desconstrução de realidades que não se adequam ao hoje existencial, para uma
nova reelaboração de metodologias que respondam as questões hodiernas.
Como
ressaltou o Coordenador Pedagógico Luis Acleudes: “ O aluno de décadas anteriores
precisava na escola memorizar todas as capitais dos estados brasileiros ( sem problematiza-los
– palavra do autor), hoje o aluno tem o mapa com as capitais nos seus celulares”,
enfatizando que : “ A tecnologia digital hoje permite o
conhecimento fora e dentro da escola, portanto, a escola não é mais a detentora
de conhecimento, como era dada antes”.
A
exposição torna-se pertinente para que os pais dos alunos percebam as novas
realidades enfrentadas pela sociedade, dentre suas diversas instituições, pois
esse repensar passa pela família, igreja, politica e consequentemente pela
escola. A Escola, portanto, não deve ser pensada de forma homegenea, onde
funciona em todos os cantos da terra, ou do Brasil da mesma forma, embora tenha
uma grade curricular semelhante, livros didáticos e professores formados em áreas
distintas mas iguais para todo o território brasileiro, por exemplo.
A
solução encontrada e discutida no planejamento, foi o esclarecimento de que os
professores e a gestão devem se adequar a realidade encontrada, ora um
professor não pode ter o mesmo rítimo de uma aula dada em um colégio
particular, e transferir a mesma didática para outra escola, no caso a Escola
Estadual Pedro Evangelista Caminha, sem antes fazer um diagnóstico da
realidade. Como bem aponta Luckesi, 2002, p.23 ao dizer que:
(...) avaliação pode ser
caracterizada como uma forma de ajuizamento da qualidade do objeto avaliado,
fator que implica uma tomada de posição a respeito do mesmo, para aceitá-lo ou para
transformá-lo. A avaliação é um julgamento de valor sobre manifestações
relevantes da realidade, tenso em vista uma tomada de decisão.
Aqui
Luckesi está falando da avaliação dada pelo professor e aluno, mas essa
avaliação pode ser ampliada para que tanto gestores e professores conheçam a
realidade onde estão situados.
Nessa avaliação ampliada
em sentido de entender a realidade escolar para depois agir, percebemos a
importância de se aproximar da realidade onde se situa a escola, como por
exemplo fazendo os seguintes questionamentos: de onde vem os alunos? Quem são
seus pais? Qual o grau de escolaridade dos pais dos alunos? Quais são os seus
empregos? A realidade é agraria? Quais as comunidades que a cidade de Geminiano
atende? Existe discriminação de comunidades ou de alunos? Dentre outras
perguntas que vão surgindo no decorrer das informações.
Nesse sentido avaliativo
diagnóstico fica entendido que conhecendo a realidade vivenciada fica mais acessível
um plano de ação eficaz, para aproximar o aluno da realidade em questão aos
conhecimentos necessários para uma humanização constante do individuo. Ora, é
necessário perceber que a escola tem essa função de humanização ressaltando características
antes não percebidas pelos estudantes, assim desenvolvendo suas
potencialidades.
Como sequência diagnostica
o professor deve fazer também com seus alunos, em suas aulas especificas uma
tempestade mental, ou seja, entender o que os alunos já sabem sobre determinado
conteúdo para poder efetivar o seu plano de ação na realidade de conhecimento
já encontrada. Como salienta HAYDT, 2000, p. 20:
Não é apenas no início do
período letivo que se realiza a avaliação diagnóstica. No início de cada
unidade de ensino, é recomendável que o professor verifique quais as
informações que seus alunos já têm sobre o assunto, e que habilidades
apresentam para dominar o conteúdo. Isso facilita o desenvolvimento da unidade e
ajuda a garantir a eficácia do processo ensino – aprendizagem.
O desenvolvimento dessas
potencialidades até meses atrás era medida unicamente por uma prova que era
realizada no fim de cada mês, para medir, ou seja, saber o que o aluno
realmente aprendeu. Percebeu-se que nem sempre essa forma era a mais viável possível.
Como afirma VASCONCELOS, 1995, p. 37, ao dizer que :
A prática da avaliação
escolar chega a um grau assustador de pressão sobre os alunos, levando a distúrbios
físicos e emocionais: mal-estar, dor de cabeça, “branco”, medo, angustia,
insônia, ansiedade, decepção, introjeção de autoimagem negativa. Uma escola que
precisa recorrer à pressão da nota logo nas series iniciais, em certamente, uma
triste escola e não está educando, é uma escola fracassada.
Essa
realidade está sendo mudada, como afirma o diretor da escola PEC ao afirmar que
“ A avaliação qualitativa não é uma mudança que se dará do dia para noite, mas
um processo paulatino onde veremos os resultados no futuro”. Dessa forma,
rompendo com o método tradicional de avaliação que foi dada como correta e inquestionável
em tempos passados, mas que nos tempos atuais precisa ser repensada e
reformulada.
Essa
extensão dada na reunião de pais e mestres traz muitas contribuições positivas
para a reavaliação dos professores enquanto formadores de opiniões ( palavra
tão cara para a filosofia, tendo em vista que opinião é uma inimiga mortal de
Platão – mas deixemos para outro momento de discussão a doxa...), onde fica
evidente dois lados da moeda: primeiro o professor pode ser um incentivador e
promotor de um saber antes não conhecido pelo aluno; e também, pode ser um
desmotivador, rebaixando o aluno ou colocando situações problemas que injetam
desanimo nos discentes.
É
um momento de auto avaliação para todos: os pais pensarem como estão a educação
dos filhos dada na escola, os filhos pensarem sobre seu processo formativo (
escola e família em casa), os professores auto-avaliarem seu processo de ensino
aprendizagem, a direção e coordenação repensarem os caminhos que a escola deve
seguir para garantir uma melhor aperfeiçoamento do todo ( discentes, docentes,
sociedade).
BIBLIOGRAFIA
HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do
processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática, 2000.
LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da aprendizagem escolar. 13º
ed. São Paulo: Cortez, 2002.
PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VASCONCELLOS, Celso dos santos. Avaliação: concepção dialética libertadora
do processo de avaliação escolar. São Paulo: Libertad, 1995.
Confira mais fotos:
(fonte: Arquivo pessoal do professor de filosofia Ricardo de Moura Borges).