quinta-feira, 13 de julho de 2017

Qual Meu Estilo de Aprendizagem?




Depois de completar as frases, decida qualo estilo descreve melhor o método como você aprende. Por exemplo, se você marcou três vezes a letra M em interativo e nenhuma vez alguma outra categoria, você pode ser um aprendiz interativo. Esta identificação pode confirmar o que você já sabe sobre como aprender melhor.

Depois de ler cada frase, indique se a afirmação se aplica a você:

M = Muito.
R = Razoalvelmente
P = Um Pouco.
N = Nem um pouco, ou Muito Pouco.

INTERATIVO

- Faço meu trabalho melhor quando estou com outras pessoas;
- Gosto de um ambiente de trabalho colorido;
- Gosto de elaborar respostas dissertativas mais que preencher lacunas com respostas definidas;
- Vejo-me como amigo de meus alunos;
- A pior coisa que poderia acontecer em minha classe é que os alunos não conseguissem relacionar-se;
- As pessoas me descrevem como um indivíduo agradável.
- Parte de minha identidade está baseada no número de amigos que tenho e na força destes relacionamentos.
- Três palavras que me descrevem são amável, participativo e carinhoso.


ANALÍTICO

- Faço meu trabalho melhor sozinho, após conseguir as informações que preciso de livros ou outros professores.
- Gosto de trabalhar em uma escrivaninha ou mesa.
- Gosto de resolver problemas encontrando a resposta certa.
- Eu me vejo como transmissor de informações para os meus alunos.
- A pior coisa que poderia acontecer em minha classe é que os alunos não aprendessem os conceitos corretamente.
- As pessoas me descrevem como alguém talentoso.
- Parte da minha identidade está baseada em quanto os outros acham que sou talentos.
- Três palavras que me descrevem são racional, analítico, talentoso.


PRAGMÁTICO

- Faço melhor meu trabalho sozinho, reunindo informações que funcionem.
- Gosto de trabalhar com minhas mãos tanto quanto com minha mente.
- Gosto de resolver problemas conferindo minhas próprias ideias.
- Vejo-me como treinador, ajudando meus alunos a fazerem o que precisa ser feito.
- A pior coisa que poderia acontecer em minha classe é que os alunos não aprendessem a viver conceitos de modo prático.
- As pessoas me descrevem como trabalhador eficiente, uma pessoa produtiva.
- Três palavras que me descrevem são ativo, realista e prático.


DINÂMICO

- Faço meu trabalho melhor formulando novas ideias e tentando coisas que muitos não arriscariam.
- Gosto de brincar com novas ideias, formando suposições sobre o que funciona.
- Gosto de resolver problemas imaginando soluções ou seguindo intuições.
- Vejo-me como facilitador ou estimulador de ideias para meus alunos.
- A pior coisa que poderia acontecer em minha classe é que os alunos não aproveitassem o que aprenderam e tornassem este mundo um lugar melhor.
- As pessoas me descrevem como um indivíduo altamente criativo.
- Parte da minha identidade própria está baseada em quantas ideias novas eu tenho.
- Três palavras que me descrevem são curioso, líder, criativo.


Baseado nestas afirmativas, eu penso que:

- Meu estilo de aprendizagem mais forte é_____________________________________________.
- Talvez, este quadrante seja seu " hospedeiro base",o local onde você se sente mais confortável ensinando e aprendendo.
- A maioria dos alunos que provavelmente me escapariam são os mais fortes nestes dois quadrantes de estilo de aprendizagem: _______________________________+_______________________________________.

Parte Integrante da Palestra: Estilos de Aprendizagem: Editado por Daniela Rosa A:S. Pereira ( pedagoga)










domingo, 9 de julho de 2017

Valei meu padrinho, Padim Ciço !

  " Meus amiguinhos, quem matou não mate mais ! 
   Quem roubou não roube mais! 
    Quem pecou não peque mais! 
   Os amancebados se casem!
( Pe. Cicero Romão Batista)1

Por: Prof. Esp. Ricardo de Moura Borges. 
















                   Enquanto estudante no Curso de História ( graduação na UFPI), nunca tive a oportunidade de ir a Juazeiro encontrar o lugar de morada do tão conhecido e falado Padre Cícero, apenas agora como professor de história tive a oportunidade de ir ao lugar de morada do padre Cícero, deparando com a história e a lenda, mito misticismo envolto na fé daquele lugar. 
                         O jornalista Jaime Klintowitz nos apresenta o Padre Cicero em seu livro a História do Brasil em 50 frases em uma forma peculiar. Assim, " O padre Cicero Romão Batista tinha 28 anos quando em 1872 se instalou no Juazeiro do Norte, no Ceará, então um arraial com duas ruas e trinta casas de taipa. Ele mandou no Vale do Cariri até morrer em 1934". Tanto a epigrafe como as histórias que são contadas por diversos estudiosos nos apresentam o padre, o prefeito, o coronel, o homem nordestino que se transformou em um mito, com diversas histórias, tradições e saberes populares. 
                          Cicero fez os votos de castidade aos 12 anos de idade, onde teve a inspiração de São Francisco de Sales. Jesus Cristo teria aparecido pessoalmente em sonhos e teria carregado o padre de cuidar dos pobres do sertão nordestino. As pessoas da época já falavam das muitas curas obtidas graças a intermediação do padre á Jesus Cristo.  Mesmo hoje ao visitar o horto onde encontramos o museu do Padre Cicero ficamos abismados com a quantidade de pessoas que deixaram seus relatos de fé ao pedir interseção ao padre e ser atendido, curado de diversas enfermidades, basta entrar nas salas do museu e apreciar a quantidade imensa de súplicas e agradecimentos por preces atendidas. 
                           O fato de maior destaque em vida do Padre foi o de 1889 ( ano da proclamação da República do Brasil), onde o padre afirmava que no momento da comunhão, a hóstia tornou-se em sangue diversas vezes ao ser entregue na boca de uma beata. Hoje vemos duas imagens de cera representando o Padre Cícero e a Beata, onde no museu temos o relato que os restos mortais da mesma posteriormente após sua morte nunca mais foram encontrados. No ano do acontecimento, foi o estopim para que Cícero fosse banido da Igreja, onde primeiro o Bispado de Fortaleza foi investigar o caso e encaminhou para a Santa Sé. Mesmo afastado e impedido de celebrar a missa, muitos sertanejos da época o buscavam constantemente. A cidade de Juazeiro era uma cidade de médio porte, com ruas repletas de romeiros, vendedores ambulantes e diversos beatos vestidos com roupas franciscanas. Não diferente de hoje em 2017 onde encontramos muitos ambulantes, vendedores de terços, e outros artigos religiosos. Diz-se que a mensagem de Padre Cícero era a mesma: " Meus amiguinhos, quem matou não mate mais!Quem roubou não roube mais! Quem pecou não peque mais! Os amancebados que se casem!. 
                            No horto é celebrado atualmente uma missa a cada hora onde muitas pessoas estão sempre presentes vindas de várias regiões do Brasil. Também temos a estátua de Padre Cícero onde muitos sobem e escrevem seus nomes pedindo graças a serem alcançadas ou agradecendo graças alcançadas a Jesus Cristo por meio do padre Cícero Romão Batista. 

1 A descrição da benção diária do Padre Cícero é do historiador Frederico Pernambuco de Mello, em Benjamin Abrhão, entre anjos e cangaceiros. Escrituras: São Paulo: 2012.
Referências

KLINTOWITZ, Jaime. A História do Brasil em 50 frases. Rio de Janeiro: Leya, 2014.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Resenha do Livro: A História do Brasil para quem tem Pressa




COSTA, Marcos. A História do Brasil para quem tem pressa. 1ªed. Rio de Janeiro: Valentina, 2016.

          Um livro que demonstra de forma peculiar um aparato sobre a constituição das terras que foram " descobertas" ou invadidas pelos povos europeus a partir dos fins do século XIV que posteriormente recebeu o nome de Brasil, proporciona ao leitor uma reflexão aprofundada sobre questões pertinentes a nossa história atual, dentre elas destacamos: Existe uma fragilidade politica no Brasil? Quem são esses fantasmas? Por que insistem em nos assombrar? Será possível exorciza-los para sempre?  Por que sendo uma nação rica o Brasil passa por uma profunda desigualdade social? O que havia por trás da viagem de Cabral ao vir para o Brasil?.
             Encontramos o livro divido da seguinte forma: De início temos a capa composta com algumas personalidades brasileiras, onde da esquerda para a direita, de cima para baixo temos:  Uma pessoa vestida aos moldes europeus açoitando um escarvo; Depois, três indígenas, onde dois seguram pedaços de madeira e o terceiro segura o nome do autor do livro, Marcos Costa; logo após uma mulher vestida aos trajes da época colonial no Brasil conversando com um senhor montado em um cavalo com os trajes da época; logo após na segunda linha temos: Dom Pedro II; a Princesa Isabel; Marechal Deodoro da Fonseca; Epitácio Pessoa; Machado de Assis; Getúlio Vargas; JK; e finalizando com o simbolo da figura de rosto impressos nas notas da moeda real.]
       Depois encontramos após a Introdução, a divisão do livro com a demarcação de Quatro Capítulos, divididos da seguinte forma: 1 - Os antecedentes 1453 - 1534; 2- Período Colonial 1534 - 1822; 3 - Período Monárquico 1822 - 1889; e por fim, 4 - Período Republicano de 1889-2015.
      

Um livro que trás um apanhado geral sobre a constituição histórica da terras que foram descobertas ( ou invadidas - para muitos historiadores)  por povos europeus ( portugueses) posteriormente denominada de Brasil, proporciona questionamentos muito importantes, dentre eles destacamos: Po



domingo, 16 de abril de 2017

ENSINO DE FILOSOFIA E INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS: OLIMPÍADA DE FILOSOFIA DO ENSINO MÉDIO UNINTER NO ANO DE 2016 NA ESCOLA ESTADUAL PEDRO EVANGELISTA CAMINHA – PEC

Prof. Esp. Ricardo de Moura Borges.




            O presente relato de experiência propõe entender a aplicabilidade da Olimpíada de Filosofia do Ensino Médio desenvolvida pela Uninter em Curitiba e aplicada em diversas escolas brasileiras com o intuito de socialização do conhecimento filosófico contemplando as realidades presentes em cada local, tendo em vista o desenvolvimento crítico e reflexivo que a filosofia propõe estabelecer nos alunos do ensino médio. A escola que obteve essa experiência da Olimpíada foi a Escola Pedro Evangelista Caminha – PEC, localizada na cidade de Geminiano – PI, distante a 18 km do polo da Uninter em Picos- PI, sendo aplicado nos primeiros anos do ensino médio, a saber: 1 B tarde e 1 C noite.
            Dessa forma, entendemos que as Olimpíadas tem por intencionalidade proporcionar uma forma diversificada no educando, procurando não apenas a competição de indivíduos mas a busca constante pelo conhecimento filosófico, ampliando e dando acesso a sensibilidade do aluno frente ao texto filosófico provocando a sua criatividade de reinventar, ou de propor novas formas de se entender filosofia.  Assim, por exemplo, o contato com as obras filosóficas não pretende “... torna-los mais “refinados” e tampouco mais ‘artísticos’, mas os preparará para receber noções sutis sobre à criação, às respostas inventivas” (BARROS, 2012, p.12).
            Sendo que uma das ferramentas da contemporaneidade para demonstrar essa criatividade são as redes sociais, dentre elas destacamos a ferramenta youtube, que proporciona a possibilidade de socialização do conhecimento por meio do compartilhamento de vídeos, que podem ser produzidos mediante os diversos aparelhos tecnológicos digitais possíveis, a destacar: câmeras de vídeo, celulares, smartfones, câmeras fotográficas dentre outros. Essas ferramentas digitais proporcionam assim a atualização sendo que “a atualização é criação, invenção de uma forma a partir de uma configuração dinâmica de forças e finalidades” (LEVY, 2014, p.16). Ou seja, partir das realidades que muitos alunos já tem contato diariamente como “nativos digitais”, para anexarem os conhecimentos trazidos pelos “imigrantes digitais” que são em muitos casos, os professores.
            Devemos ter em mente que a implicação da amplitude do conhecimento filosófico em sala não se restringe a apenas a aulas isoladas de filosofia, mas também a problematização e a interação de outras disciplinas com a mesma. Tendo em vista, por exemplo, que filósofos como Anaxímenes criador do primeiro mapa (geografia), Aristóteles é considerado pai da biologia, Pitágoras pai da matemática, Descartes criador do plano cartesiano e assim por diante. Percebemos então que “a questão de ensinar filosofia começa a ser vista como um problema filosófico – e também político -, e não como uma questão exclusiva ou basicamente pedagógica” (KOHAN org. 2008, p.19).
            Utilizamos como ponto de partida o conhecimento que foi sendo adquirido pelos alunos do primeiro ano do ensino médio mediante aulas expositivas dadas pelo professor de filosofia, juntamente com o livro didático de apoio, intitulado Convite a Filosofia da filósofa brasileira Marilena Chauí, onde desde a apresentação do mesmo já discute os estereótipos presentes no senso comum quando pensa-se no que seja o filósofo, como “ alguém distraído que, sem prestar atenção no que se passa à sua volta, dedica a sua vida a pensar coisas distantes, complicadas, e provavelmente sem nenhuma utilidade” ( CHAUÍ, 2013, p.3), possibilitando um debate em sala de aula para uma aprofundamento sobre esse conceito que se forma na sociedade através de razões históricas, como o período da ditadura militar no Brasil ( 1964 – 1985), onde o objetivo a partir do ato Institucional nº 3 foi de abolir a disciplina de filosofia do ensino.
            Em um segundo momento expondo sobre o nascimento da filosofia tendo como ponto de partida um lugar específico (Mileto, Grécia antiga, séc. VI), procuramos entender em sala de aula como pensava os primeiros filósofos que se debruçavam sobre a phisys (natureza), para depois entendermos porque foram chamados de pré-socráticos, mesmo sendo que alguns conviveram e morreram depois de Sócrates, como é o caso de Demócrito. Sempre fazendo essa ponte de ligação do que significa a filosofia, como: “1) saber de todas as coisas, um saber universal (...). 2. É um saber pelo saber (...). 3. É um saber pelas causas.” (REZENDE, 2005, p.14).
            Em um terceiro momento e finalizando o primeiro capítulo do livro didático com as resoluções de questões, foi apresentado em sala de aula o projeto das Olimpíadas de Filosofia no Ensino Médio, apresentando as propostas e finalidades, tendo como a socialização do conhecimento dos alunos para demais alunos em diversos lugares por meio das ferramentas digitais. Foi também solicitado que os alunos em casa assistissem aos filmes: Matrix e a Sociedade dos Poetas Mortos. Tendo em vista, que esses conhecimentos poderiam futuramente transformar-se em artigo cientifico, como ponto de proposta dado pela Olimpíada.
            Sendo a sala dividida em grupos, onde cada grupo poderia, usando de sua magnanimidade, de modo que “a escola não amplia apenas a dimensão intelectual, mas também a humana” (Francisco, 2010, p.93). Onde o mesmo propõe que:
Nas escolas participem de várias atividades que os habituam a não se fecharem em si mesmos, nem em seus pequenos mundos, mas a se abrirem aos outros, especialmente aos mais pobres e necessitados, a trabalhar para melhorar o mundo em que vivemos. Sejam homens e mulheres em conjunto com os outros e a favor dos outros, verdadeiros campeões no serviço do próximo. (FRANCISCO, 2010, p.95).

            Diante disso, e pensando que a filosofia tem como intencionalidade a problematização da sociedade em que vivemos, os grupos trouxeram diversos temas onde poderiam ser demonstrados em sala de aula. Contudo, para um maior aprofundamento dos temas foram escolhidos duas possibilidades para apresentar, a saber: O mito da Caverna, escrito por Platão no livro X de A República, onde “Platão formula seu modelo ideal de cidade, a cidade justa, que serve de contraste para a cidade concreta”. (Marcondes, 2007, p.39).  A compreensão de cidade no início da Idade Medieval contemplando o pensamento do filósofo cristão Agostinho de Hipona.
            Assim os alunos produziram vídeos com esses respectivos temas apontados acima, com duração de no máximo seis minutos como foi apontado nas normas propostas pela Instituição. No primeiro vídeo ( disponível em https://www.youtube.com/watch?v=2kGNH2M1xGk.), intitulado o Mito da caverna observamos os alunos após uma apresentação sobre o mito, fazem uma encenação problematizando e trazendo o acorrentado que sai da caverna e percorre a cidade de Geminiano – PI, descobrindo as coisas que antes não foram vistas durante todo o seu processo formativo, trazendo a toda “ o espanto e admiração”, propostos como início da atividade filosófica por Aristóteles em seu livro a metafísica. Após os vídeos alguns alunos relataram a seguinte afirmação: “Professor foi nessa prática e no contato com o texto do Platão que começamos a entender o que é filosofia”. No segundo vídeo (disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=p65G2UPsQUU.) percebemos uma atualização e divulgação mais didática dos alunos onde por meio de narração e exposição de textos e gráficos, os alunos repassaram de forma interativa e dinâmica a socialização do conteúdo filosófico, entrando em contato com livros do filósofo, a destacar As Confissões.
            Concluímos que tal proposta oferecida pela UNINTER, trouxe uma contribuição muito rica para a Escola Estadual Pedro Evangelista Caminha, onde proporcionou uma amplitude do ensino de filosofia, mostrando interação, participação, problematização do conteúdo, amplitude do conhecimento filosófico que abarca todas as disciplinas garantindo uma socialização do conhecimento para todos aqueles que estiveram interessados na área de filosofia, fazendo com que o aluno passasse de mero espectador de aulas, para protagonista de seu processo formativo como estudante do ensino médio.



REFERÊNCIAS

BARROS, Fernando R. de Moraes. Estética filosófica para o ensino médio. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012.

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à filosofia: ensino médio, volume único. 2ª ed. São Paulo, Ática,2013.

FRANCISCO, Papa. A Igreja da Misericórdia: Minha visão para a Igreja. 1ª ed. São Paulo: Paralela, 2014.

GALLO, Silvio (Coord.). Ética e Cidadania: Caminhos da filosofia. 10ªed. Campinas – SP: Papirus, 1997.

LEVY, Pierre. O que é o Virtual. São Paulo: Editora 34, 2011.

__________. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2010.

KOHAN, O. Walter. Filosofia: Caminhos para seu ensino. Rio de Janeiro: Lamparina, 2008.

MARCONDES, Danilo. (Org.) Textos Básicos de Filosofia: dos pré – socráticos a Wittgenstein. 5ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.

Olimpíadas de Filosofia: O Mito da Caverna. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=2kGNH2M1xGk. Acessado em: 02 de março de 2017.

Olimpíadas de Filosofia: Santo Agostinho. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=p65G2UPsQUU. Acessado em: 02 de março de 2017.

REZENDE, Antônio. (Org.) Curso de Filosofia: para professores e alunos dos cursos de segundo grau e de graduação. 13ªed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Planejamento Pedagógico 2017 - Estabelecendo Metas

Por Prof. Esp. Ricardo de Moura Borges.




As Impressões de um professor de Filosofia sobre o Planejamento Pedagógico

ENCONTRO PEDAGÓGICO 2017 ( 21 e 22 de fevereiro)

21 de fevereiro
13hs - Boas Vindas ( Núcleo Gestor)
13h:10: Informes da Direção;
13h:30: Atribuição dos ATORES da Escola ( ACG) Professora Leygue Sousa Lima
14h:30: Apresentação do Calendário Padrão.
15h:00: Coffe Break
15:30 - Sistemas ISEDUC e SISTEC
16h:00 - Instrumentais ( Documentos, Portaria do diário, Norma Regimental, etc)


22 de fevereiro

13h Projeto Público Pedagógico ( Revisão e atualização) - Revisar se as ações previstas para 2016 foram desenvolvidas e se alcançam os objetivos propostos.
14h Regimento interno da Escola
15 h Coffe Break 
15h 30 Planejamento de ensino ( Elaboração dos Planos de Ação)


Planejar, estabelecer objetivos para um determinado fim, requer uma reflexão que pode partir de vários ângulos, principalmente procurar entender o que está nas entre linhas de uma determinada situação. Sendo assim, meu primeiro questionamento é: Como está a educação pública hoje em dia? Para uma resposta que merece amplitude de reflexão diria que a educação está se adequando a um processo de transformação contínua, onde as instituições como a escola, por exemplo, não são mais vistas como única fonte do conhecimento, pois alunos possuem acesso a informação em tempo mais rápido e interativo do que com contato com os professores. 
Essa concepção é antiga, pois a nível de exemplo, destaco lá pelos anos de 1990 ( marcado pela geração de quando era estudante da escola fundamental), não chegávamos na escola sem saber de nada, pois vinhamos para a mesma com um saber dado pela família, pela Igreja e com grande contribuição no processo formativo, um saber dado pelos meios de comunicação, tendo em vista o rádio e a tv, onde esta obtinha mais destaque a partir dos tão famosos desenhos animados. Até hoje, como professor, penso na influência que esses desenhos animados teve na minha formação e de tantas outras pessoas. E o mais interessante, que esses desenhos eram produzidos por uma equipe de uma excelente didática intencional ( pois não existe neutralidade ) em seus conteúdos televisivos. Assim, sem sombra de dúvida, estabeleceram METAS, OBJETIVOS, e PLANEJARAM para chegar a um público alvo.
Ora, o jogador estabelece METAS para uma partida de futebol, tem Objetivos sendo o principal vencer o adversário, treina constantemente se abstendo até da família e amigos para dar o melhor de si em um campeonato. Para um atleta ser um exímio atleta além de um dom pessoal exige-se muito esforço e dedicação do mesmo. Essa transferência quer seja de um grande empresário recai para todos aqueles que almejam sucesso, portanto professores, alunos, coordenadores, gestores, diretores, vigias etc. Para ser o melhor em um mundo desigual, capitalista, competitivo devemos dar o melhor de si em todas as situações de nossa existência. Contudo, o melhor não é aquele que tem um espirito de competitividade vendo seu colega como um inimigo a ser derrotado, mas aquele que supera a si mesmo todos os dias. Essa é uma pergunta fundamental que levanto todos os dias ao olhar para o espelho: Que Ricardo quero ser daqui a cinco anos? . Lutar a cada dia é necessário e possível. Lembro-me de Heráclio de Éfeso que diz que estamos em constante mudança, transformação, e penso que em pleno século intitulado pelo sociólogo Zingmund Bauman de MODERNIDADE LIQUIDA, não houve tão acertiva heraclitiana quanto aos tempos em que estamos vivenciando. 
Os desenhos mostram de certa forma uma crítica social, problematizam a realidade e induz naquele que assiste uma nova forma de VER O MUNDO. Ora, mas não seria também essa a intencionalidade do professor para com seus alunos?.Nesse sentido, sempre reflito sobre cada palestra, planejamento pedagógico, seminários, e outras situações sobre o tipo de professor que sou e o tipo de professor que almejo ser daqui a 3 anos, pois o ser humano como um todo está em processo de construção constante, saindo de sua zona de conforto para situações inusitadas que podem recair em criticas ou elogio. 
Em pleno século XXI, percebe-se o quanto as TDIC's estão presentes no cotidiano que colocam o espaço escolar a outro nível de reflexão mais profundo onde as soluções para o problema emergente se faz necessário. Nessa perspectiva, encontramos dualidades, problemas, dificuldades que carecem de reflexões profundas. Um desses é: Como resolver uma infinidade de problemas, que não são de hoje mas de uma construção histórica brasileira que não coloca o sistema educacional em seu devido lugar de respeito e prestigio em tempos contemporâneos onde a sociedade carece de respostas imediatas prontas e acabadas? 


































quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A IGREJA DA MISERICÓRDIA - LIVROS QUE LI EM 2017

RESENHA



A IGREJA DA MISERICÓRDIA





FRANCISCO, Papa. A Igreja da Misericórdia: Minha visão para a Igreja. 1ª ed. São Paulo: Paralela, 2014.

Ricardo de Moura Borges.
Graduado em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal do Piauí. Graduando em Licenciatura em Filosofia pelo Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí, ICESPI. Teresina – PI. Pós Graduado em História afro brasileira e Indígena pela UNINTER. Graduando em Sociologia pela UNINTER.


Sobre o autor: Jorge Mário Bergoglio, nascido em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936 sendo o primeiro dos cinco irmãos: Oscar, Marta, Alberto e Maria Elena. Seu pai Mario foi contador das ferroviárias e sua mãe, Regina Sivori, dona de casa. Em 1957 após se formar em especialista em Química, escolhe o caminho do sacerdócio e entra no seminário diocesano Villa Devoto. Em 11 de março de 1958 entra na Companhia de Jesus, como noviço. Foi ordenado sacerdote em 1969, nomeado bispo auxiliar em 1992, arcebispo em 1998, cardeal em 2001 e no dia 13 de março de 2013 torna-se o primeiro papa latino americano adotando o nome de Francisco.
A presente obra possui 121 páginas estando dividida em: Prefácio, dez capítulos; uma biografia rápida intitulada: Sobre o Papa; e Notas de referências sobre citações bíblicas expostas no texto.
O prefácio de Giuliano Virgini, apresentando que o pontificado do Papa Francisco se mostra delineado com a exortação apostólica Evangeli Gaudium de 24 de novembro de 2013, mostrando que a Igreja em tempos contemporâneos, assume uma cara missionária “através de um anúncio e um testemunho cristão cada vez mais puro e fiel ao evangelho”.
No Capitulo 1 intitulado A Novidade de Cristo temos cinco sub tópicos a saber: O abraço da misericórdia de Deus; A luz da fé; A mensagem Cristã; A revolução da Liberdade; Estar com Cristo. Aqui temos relatos dos evangelhos e constatação da Misericórdia de Deus através da fé, onde o próprio Tomé não acreditando na Ressurreição de Cristo, experimenta através da empiria essa constatação. A misericórdia de Deus é “um amor que não falha, que segura a nossa mão, nos sustenta, levanta e guia” p. 11. A luz da fé provém do Deus vivo e essa nasce do encontro com Deus. O papa faz um convite a não fechar em nós mesmos, não perder a confiança, não nos darmos jamais por vencidos, pois “não há situação que Deus não possa mudar, se nos abrirmos a Ele” p. 16.  O Senhor que é bom e misericordioso e sentimos o seu Amor, pois Ele nos concede a graça. O papa utiliza o método dos antigos Jesuítas para explicar sobre Jesus, colocando a regra dos três pontos. Sendo que recomeçar com Cristo significa: cultivara a familiaridade; Para um discípulo estar com o Mestre é necessário: Ouvi-Lo, aprender Dele; Imitá –Lo ao sair de Si mesmo para ir ao encontro do outro; Não ter medo de ir com Ele para as Periferias; No fim do capitulo o Papa faz uma exortação aos cristãos para não se fecharem em seus grupos, em paróquias mas que saiam de si para o encontro do Outro, mostrando uma Igreja em missão. Assim diz: “Quantas vezes vimos acidentes nas estradas! Mas eu digo: prefiro mil vezes uma Igreja acidentada a uma Igreja doente!
No segundo capitulo intitulado Uma igreja Pobre para os Pobres temos os seguintes sub tópicos: Ouvir o clamor dos Pobres; Casa de Comunhão; Casa que acolhe a todos; Casa da harmonia; e Enviada para levar o Evangelho a todo o Mundo; Os cristãos são chamados a assumirem os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus, por isso essa opção pelos pobres é mais teológica do que cultural, filosófica ou social. Como ensina Bento XVI “esta opção está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com sua pobreza”. A igreja é uma casa de comunhão onde “professamos que a Igreja é única e que essa Igreja é em si mesmo unidade” p. 27.  O papa afirma que durante certos períodos na História disseram que a Igreja era só para os puros, sendo que os demais deveriam ser afastados, contudo, o papa ressalta que “somos uma igreja de pecadores; e nós pecadores somos chamados a nos deixar transformar, renovar e santificar por Deus” p. 31. A Igreja é a casa onde é anunciada a fé em sua totalidade, está espalhada em todos os lugares e anuncia o Evangelho; e é uma casa de harmonia onde “unidade e diversidade sabem conjugar para se tornarem riqueza” p. 34. Sendo assim a Igreja é apostólica porque: Esta fundada na pregação e na oração dos apóstolos; Guarda e transmite com ajuda do Espirito Santo que habilita a doutrina; e é envida a anunciar o evangelho ao mundo inteiro.
No terceiro capitulo Intitulado Em Sintonia com O Espírito, encontra-se os seguintes sub tópicos: Ser Guiado Pelo Espírito Santo; e Novidade, Harmonia e Missão. O papa orienta que vivemos em uma época de ceticismo em relação a Verdade, contudo, a ação do Espírito Santo realiza ao guiar a Igreja e a cada um de nós para a Verdade, que está em Cristo Jesus. “Temos necessidade de nos deixamos inundar pela luz do Espírito Santo, para que Ele nos introduza na Verdade de Deus” p. 41. A novidade causa sempre um pouco de medo, contudo é necessário se lançar ao novo; O Espirito Santo, à primeira vista, parece trazer desordem quando traz a diversidade de carismas, contudo, sob ação do mesmo Espírito tudo é uma grande riqueza. A alma é uma espécie de barco a vela e o Espírito Santo sopra na Vela, conduzindo o ser humano;
No quarto capitulo intitulado O Anúncio e Testemunho temos os seguintes sub tópicos: Não ter medo; Levar a Palavra de Deus; Chamados para anunciar o Evangelho; Comunicar esperança e alegria; e Entregar Tudo. “Só a presença do Senhor ressuscitado entre eles e a presença do Espirito Santo” p. 48 explicam o anuncio da Boa nova em toda a Jerusalém pelos apóstolos, sendo estes hostilizados e até com pouca instrução em relação aos escribas e doutores da lei. São apresentados três aspectos da nossa vocação: chamados por Deus; chamados para anunciar o evangelho; e chamados a promover a cultura do encontro. O papa remete a três posturas que o cristão deve assumir diante sua vocação: Conservar a esperança; Deixar-se surpreender por Deus; e Viver na alegria.
No quinto capitulo intitulado Cristãos o Tempo Todo, encontramos os seguintes sub tópicos: Sairmos de nós mesmos; Caminhar; Tomar a Cruz; e Evangelizar. Aqui o papa nos remete ao significado verdadeiro da Semana Santa. “Viver a Semana Santa seguindo Jesus quer dizer aprender a sairmos de nós mesmos – como eu disse antes – para ir ao encontro dos outros, para ir as periferias da existência, sermos os primeiros a ir ao encontro de nossos irmãos...” p. 60 “Significa entrar na lógica de Deus, na lógica da Cruz. Significa entrar na lógica do Evangelho” p. 61.
No sexto capitulo intitulado Pastores com o cheiro de Ovelhas, tem-se os seguintes sub tópicos: O que significa ser Pastor; Sacerdotes para Servir; e Levar a unção ao Povo. O pastor deve apascentar o rebanho e o significado de apascentar é “acolher com magnanimidade; caminhar com o rebanho, permanecer no rebanho” p. 69. Conhecer cada pessoa do rebanho mostrando o interesse em Cristo de acolhimento, de valor de humanidade, caminhar com o rebanho fazendo-se presente e visível ao povo de Deus sempre sem abandona-los diante das circunstancias apresentadas. Carinho pelos sacerdotes, presença na diocese sendo que o estilo de serviço ao rebanho seja o “da humildade, diria até da austeridade e da essencialidade” p. 71.
No sétimo capitulo intitulado A Escolha dos Últimos tem-se os seguintes sub títulos: A Periferia da Existência: Acolher e Servir; Os refugiados; A amplitude da Solidariedade. “A Igreja deve sair de si mesma... Para as periferias existenciais, sejam eles quais forem, mais sair” p. 79. O papa enfatiza a preferência da igreja em sair em missão pelos pobres. A acolhida está relacionada a casa, ao dom. O papa faz menção a Casa (Igreja) que protege os indefesos que são perseguidos. “A Igreja é mãe e sua atenção materna se manifesta com ternura e proximidade especiais em relação aos que são obrigados a fugir do próprio país e vivem entre erradicação e integração” p. 82. A solidariedade é um palavrão que está sendo proibida de ser mencionada em tempos hodiernos, e que solidariedade está imbrincada necessariamente de três outras palavras: servir, acompanhar e defender.
No Oitavo Capitulo intitulado Demolir os Ídolos tem-se os seguintes sub tópicos: A Lógica do Poder e da Violência: Culto ao deus do Dinheiro; A lepra do carreirismo; Despojar o espirito do mundo; Todos querem o mundo da harmonia e paz, querendo o bem de todos guiados pelo amor, contudo “ quando o homem pensa só em si mesmo, nos seus próprios interesses e se coloca no centro, quando se deixa fascinar pelos ídolos do domínio e do poder, quando se coloca no lugar de Deus, então deteriora todas as relações, arruína tudo; e abre a porta a violência, a indiferença, ao conflito” p. 87. “O que manda hoje não é o homem, mas o dinheiro, é o dinheiro que manda” p. 88. O papa dá exemplos de que o que se é valorizado na mídia não é o que acontece com o ser humano, mas existe uma inversão de valores onde os objetos, como as bolsas de valores tem mais destaque que um acidente com um ser humano, por exemplo. A liberdade interior por sua vez, significa: “vigiar para ser livre de ambições ou metas pessoais que fazem muito mal a Igreja” p. 90.  “A igreja somos todos nós, como eu disse. E todos nós devemos despojar-nos dessa mundanidade: o espirito contrário das bem-aventuranças, o espirito contrário ao espírito de Jesus.
No Nono Capítulo intitulado A Cultura do Bem, veem-se os seguintes sub tópicos: Liberdade para escolher o bem; Fome de dignidade; Compromisso com a paz; Por uma nova Solidariedade; Aqui o papa faz uma indagação pertinente para jovens e educadores: “Caro Jovens, por que vão à escola?” p. 93. O papa responde que “a escola é um dos ambientes educativos no qual crescemos para aprender a viver, para nos tronarmos homens e mulheres adultos e maduros, capazes de caminhar, de percorrer a vereda da vida. Como a escola ajuda a crescer? Ajuda não apenas no desenvolvimento da inteligência, mas para uma formação integral de todos os componentes da personalidade” p. 94. É na escola onde aprendemos a sermos magnânimos. “Ter um coração grande, ter grandeza de espírito, quer dizer ter grandes ideais, o desejo de realizar maravilhas para responder aquilo que Deus nos pede, e precisamente por isso realizar bem as atividades de cada dia, todos os trabalhos cotidianos, os compromissos, os encontros com as pessoas, cumprir as pequenas tarefas de cada dia com um coração grande, aberto a Deus e ao próximo” p. 94. A escola amplia a dimensão humana e não apenas a intelectual. “A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem (Jovens) ser vocês os primeiros a praticar o bem, ao não se acostumar ao mal, mas vencê-lo com o bem” p. 97. O papa faz um apelo aos jovens, lembrando dos Jovens no Brasil (penso que também a jornada mundial da Juventude realizada em 2013). O papa também, afirma que a crise vivenciada não é apenas econômica como a mídia mostra, mas tem raízes ética e antropológica.  “Seguir os ídolos do poder, do lucro, do dinheiro, acima do valor da pessoa humana, se tornou uma norma fundamental de funcionamento e critério decisivo de organização.
O décimo e último capítulo é dedicado a Maria Mãe do Filho de Deus e é intitulado Maria, mãe da Evangelização, tendo os seguintes sub tópicos: O seu exemplo; A sua fé; A sua Intercessão. O papa apresenta três palavras que resumem a atitude de Maria: Escuta, a decisão e a ação. A fé de Maria se fundamenta em: Desatar o nó do pecado; a fé de Maria dá carne humana a Jesus; e a fé de Maria como Caminho. O papa remete a Santo Irineu que nos diz: “O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria, aquilo que a virgem Eva atara com a sua incredulidade, desatou-o a virgem Maria com sua fé” p. 104.  “Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura. Ela é serva humilde do Pai, que transborda de alegria e louvor. É amiga sempre solícita para que não falte o vinho em nossa vida... Como mãe de todos, é sinal de esperança para os povos que sofrem as dores do parto até que germine a justiça...” p. 107. “É o Ressuscitado que nos diz, com uma força que nos enche de imensa confiança e firmíssima esperança: “Eu renovo todas as coisas”. Com Maria avancemos confiantes com essa promessa” p.109.

O livro apresenta uma linguagem simples e direcionada a todos aqueles que se interessam pela visão de uma Igreja missionária. O papa faz menção a documentos da Igreja, ao Evangelho e mostra que um Jesus próximo das realidades sociais, não esquecendo da essência, aliás mostrando que a essência está justamente em sair de si para o encontro com o outro. Faz também duras críticas a um sistema que valoriza os bens, onde o ter é substituído pelo ser, e remete a reflexões chaves para repensarmos, como a educação que garante a magnanimidade do indivíduo. Ressalta sempre a vivacidade do Evangelho que se faz presente no cotidiano das pessoas, onde é necessário combater o mal existente, apoiando-se nas mão palavras, ensinamentos de Jesus. O dialogo no texto em uma leitura, parece uma dialogo presencial com o papa, pois em sua escrita ele repete as palavras, ou frases dando ênfase naquilo que é proposto. Usa termos como Vip (jovens), Hein, Jovens! (P. 97), dando proximidade entre escritor e leitor.